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O Berro do Bode Zé
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O Maracujá fala outra vez!

Com relação à enchente do Rio Maracujá, dia 18 último, informações não confirmadas dão conta de que um “óculo” da Ponte do Palácio estaria obstruído, o que teria contribuído para as águas subirem ainda mais à montante da ponte. Se verdadeiras as informações fica comprovado o efeito deletério das roçadas nas margens do córrego, já denunciado, por diversas vezes, nas páginas deste semanário. As informações têm fundamento, pois, após uma leve cheia do referido curso d’água, constatou-se a presença de grande emaranhado de capim seco, que ficou estacionado, à saída, entre dois óculos da ponte. Esse monte de capim era parte do que fora roçado, poucos dias antes daquela chuva um pouco mais forte. Além de roçado, o que é irregular às margens de cursos d’água, o capim, muitas vezes, é lançado à água, por falta de orientação da parte de quem coordena o serviço. Não se pode culpar o roçador que, na maioria dos casos, não tem consciência do erro. A vegetação à margem dos cursos d’água é denominada ciliar porque exerce papel similar ao dos cílios, em volta dos olhos humanos. Os cílios protegem os olhos de impurezas soltas no ar; a vegetação ciliar, além de ajudar a biodiversidade (manutenção da vida de pequenos animais), preserva a umidade naquela área e retem o lixo que, eventualmente desce na correnteza.

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