No dia 7 de maio, agentes de saúde, acompanhados por enfermeiros e técnicos de enfermagem, estiveram nas escolas municipais de Cachoeira do Campo para conferir os cartões de vacinação das crianças. A ação, previamente autorizada pelos pais por meio de um termo enviado pela escola, tinha como objetivo verificar se as vacinas estavam em dia — uma iniciativa que, em teoria, facilitaria a rotina dos responsáveis.
Entretanto, o que deveria ser uma medida de prevenção acabou gerando preocupação. A mãe de duas crianças gêmeas relatou ao O Liberal que recebeu bilhetes divergentes: um dos cartões foi considerado atualizado, enquanto o outro, com as mesmas informações, foi marcado como desatualizado. Segundo o bilhete, o filho precisaria tomar novamente a vacina contra a gripe — apesar de o registro mostrar que a dose havia sido aplicada em 10 de abril de 2026.
Busca por esclarecimentos e denúncia
Inconformada, a mãe procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para esclarecer o ocorrido. A enfermeira responsável confirmou que as vacinas estavam em dia e orientou que fosse registrada uma denúncia na ouvidoria da prefeitura. O caso foi encaminhado para apuração.
Explicações e medidas corretivas
Após nova análise, foi informado que o equívoco pode ter ocorrido porque o responsável pela verificação não observou o cartão anexo onde constava o registro da vacina da gripe. Também foi esclarecido que, a partir deste ano, as vacinas não serão mais aplicadas diretamente nas escolas — apenas a conferência dos cartões será realizada, como forma de garantir maior segurança às crianças.
A Coordenação de Saúde reforçou que, mesmo com as visitas escolares, os pais devem continuar verificando as vacinas diretamente nos postos de saúde, a fim de evitar desencontros de informação e garantir que todas as crianças estejam devidamente imunizadas.