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Acidente em parque com morte de jovem gera repercussão entre vereadores e pedidos por maior fiscalização

Acidente em parque com morte de jovem gera repercussão entre vereadores e pedidos por maior fiscalização


Reunião desta segunda (13) foi marcada por cobranças de apuração rigorosa e propostas de novos mecanismos de segurança

Texto e Imagem: Victória Oliveira

A morte da jovem Carolina Beatriz, de 21 anos, em um parque de diversões itinerante em Itabirito, registrada no último sábado (11), continua repercutindo na cidade e foi um dos principais temas da reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabirito realizada na segunda-feira (13).
O acidente ocorreu no brinquedo conhecido como “Minhocão”, instalado no Minas Center Park, quando o equipamento apresentou problemas técnicos e parte da estrutura se desprendeu durante o funcionamento. Além da morte da jovem, outras três pessoas ficaram feridas. Carolina Beatriz era musicista e cantora gospel.
Durante a tribuna livre, vereadores manifestaram pesar pela tragédia e se solidarizaram com a família da vítima. Em comum, os parlamentares destacaram que o caso não pode ser tratado como um episódio natural e defenderam a necessidade de esclarecimento rigoroso dos fatos, além da adoção de medidas para evitar novas ocorrências.
O vereador Max Fortes (PSDB) ressaltou o impacto da perda e destacou que a responsabilização deve ocorrer nas esferas jurídica, civil e administrativa. “Sem querer fazer nenhum pré-julgamento, mas eu não vou omitir o meu papel de vereador, que é exigir que todas as providências de apurações sejam realizadas com o maior rigor. Perdemos uma vida e isso não pode passar como se fosse uma coisa natural. Foi negligência? Quem errou?”, afirmou.
Em sua fala, Max levantou questionamentos sobre os critérios adotados para a liberação do parque. O parlamentar destacou que a autorização do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais está relacionada ao Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), voltado à prevenção contra incêndios e pânico, e não necessariamente à segurança estrutural dos brinquedos. Ele também questionou se houve exigência de laudos técnicos específicos e quem seriam os responsáveis pela montagem e avaliação dos equipamentos.
Outro ponto levantado foi a possibilidade de impactos causados por um vendaval registrado na cidade na sexta-feira (10), um dia antes do acidente. Segundo o vereador, é necessário apurar se houve danos à estrutura do parque e se há necessidade de criação de protocolos mais específicos para funcionamento em condições climáticas adversas.
Max também trouxe à discussão o tempo de resposta no atendimento à vítima, questionando se uma eventual demora no socorro pode ter influenciado no desfecho. Ele citou o funcionamento do serviço de atendimento móvel, atualmente com base em Ouro Preto, e defendeu melhorias no sistema de urgência do município.
Também durante a sessão, o vereador Dr. Edson (REPUBLICANOS) apresentou um projeto voltado ao endurecimento das regras para funcionamento de parques, circos e estruturas itinerantes de entretenimento. Segundo ele, cabe ao Legislativo municipal criar mecanismos mais rigorosos para reduzir riscos à população.
Entre as medidas propostas estão a exigência de laudo técnico estrutural assinado por profissional habilitado, apresentação de ART dos responsáveis pela montagem, contratação de seguro de responsabilidade civil e reforço na obrigatoriedade do laudo do Corpo de Bombeiros. O projeto também prevê a criação de planos de contingência para evacuação.
Outro ponto destacado é a participação da população no processo de fiscalização. A proposta inclui a obrigatoriedade de canais diretos de denúncia no local do evento, como QR Codes ou meios de contato com a fiscalização municipal, permitindo que frequentadores comuniquem, em tempo real, possíveis situações de risco.
“A pergunta que eu faço é se a gente quer na nossa cidade empresas que venham colocar a vida dos cidadãos itabiritenses em risco. (…) A morte da Carolina não pode ser em vão e a gente precisa tomar medidas para que isso não aconteça mais”, afirmou o parlamentar.
O projeto de lei deve começar a tramitar na Câmara nos próximos dias, com o objetivo de estabelecer critérios mínimos de segurança para a liberação de atividades desse tipo no município.
Apesar das diferentes abordagens, outros vereadores também se manifestaram em apoio a medidas mais rigorosas. A expectativa agora é de que as investigações apontem responsabilidades e que o caso sirva como ponto de partida para mudanças concretas na legislação e na fiscalização
01 VERTICAL Dr. Edison afirmou que entrará com projeto de lei para aumentar fiscalização

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