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O Berro do Bode Zé
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Viver entre civilizados, só civilizados!

O conceito de civilidade, que engloba normas de convivência social dentro de um grupo civilizado, foi mandado às favas, há muito tempo, por trogloditas sorrateiros, sob o cochilo conveniente, às vezes convivente, da sociedade e complacência das autoridades, mais preocupada em arrecadar do que administrar. Assim é que, a partir da quebra dessas normas e o silêncio cúmplice geral, chega-se à baderna ou à criminalidade sob o guarda-chuva da impunidade; bem, até que a coisa exploda, pois tudo tem limite! Não é à toa que presídios soltam detentos pelo ladrão – sem querer fazer trocadilho – para reduzir a densidade demográfica, aumentada por grandes figurões da República, entre eles um ex-presidente. Voltando ao chão da rua da vida corriqueira, observa-se que há gente nascida na civilização, mas deveria viver bem longe dela, não merecendo nem entre indígenas, pois estes, ao contrário do que muitos pensam, também seguem normas de convivência. Seria o melhor destino para os que levam o vandalismo a sério como estilo de vida, a depredar o patrimônio público e privado, perturbar o sossego alheio, ou a mais nova ação antissocial: espalhar lixo na rua. Não se trata do “sujismundo” que, ao circular em público, lança cascas de banana, papéis e outras sujeiras. É o espírito-de-porco que, propositadamente, espalha lixo, de preferência depois de passado o pessoal da limpeza urbana. Interessante é que, em tempo de vídeos gravados, a torto e direito, sobre futilidades das futilidades, não tenha sido feito nenhum sobre a ação desses indesejáveis.

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