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O Berro do Bode Zé
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Sus, do dez ao zero!

Tudo tem seu lado bom e seu lado mau, o lado positivo e o lado negativo; às vezes um grande benefício a derivar de uma tragédia, daí a expressão popular de que “Deus escreve certo por linhas tortas”. O novo coronavírus, a COVID-19 e a resultante pandemia estão a bagunçar o mundo, quebrando a economia e provocando lágrimas pelo sofrimento de muitos, nos hospitais, de onde, infelizmente, nem todos saem vivos. No Brasil não tem sido diferente, e, pouco do que era antes continuará depois da pandemia, uma vez que a reação a ela provoca outras em cadeia, daí resultando novos cenários em lugar do comum, tradicional e consolidado, para melhor ou para pior. No campo da saúde pública, a pandemia forçou a SUS a sair do seu lugar comum da ineficiência, das críticas azedas do público, para encarar a nova situação, verdadeira guerra contra um inimigo comum e mal conhecido. Assim como após todas as guerras, sobre os escombros algo novo deverá surgir, o que se espera também para o SUS, depois de passar pela prova de fogo da COVID-19. Mas enquanto o novo acontece no front da COVID-19, as velhas práticas ainda sobrevivem na retaguarda, o que pode levar o paciente ao mesmo resultado, possivelmente evitado para a vítima daquela doença. É assim que uma ressonância magnética, necessária à detecção da extensão de uma lesão, não tem programação de atendimento, podendo isso ocorrer até um ano depois. E aí José, como fica a Maria?

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