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O Berro do Bode Zé
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“Num tô nem aí”

Ainda que muito se discuta a validade da máscara, na prevenção da COVID-19, depois de quase um ano de pandemia, tempo suficiente para se esgotar a paciência na tolerância à alteração nos modos de vida, seu uso em público é exigido por lei em vigor e, por isso, ninguém pode deixar de usá-la, fora de casa. Seu uso até pode ser dispensado, quando e onde, a presença humana está próxima de zero, não havendo, portanto, risco de contágio pela proximidade de duas ou mais pessoas. Por isso, a guarda municipal, de plantão na estação rodoviária de Ouro Preto, cumpria seu papel, alertando a todos os usuários daquele equipamento público a necessidade do uso correto da máscara, a cobrir boca e nariz. Algumas pessoas pensam que portar a máscara debaixo do queixo é suficiente, pelo menos, para que se cumpra a lei, mas não é bem assim; não se cumpre a lei e nem se previne contra a doença, que é o pressuposto legal. Mas, vejam só como são as coisas neste Brasil. Enquanto a zelosa guarda municipal gastava sola dos sapatos e se cansava a patrulhar o prédio, na fiscalização do comportamento dos usuários daquele espaço, um funcionário lotado no mesmo local circulava, tranquilamente, sem a máscara. Por quê? Será que ele se julga de espécie diferente? Um privilegiado? E o bom exemplo que deve vir de cima? Será ele o imperador do “faça o que mando, mas não faça o que faço”?

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