Atribui-se a Juscelino Kubitschek, o saudoso JK, a sentença: “falem mal, mas falem de mim!”. Teria sido lançada, numa jogada inteligente, como resposta aos seus detratores, que torciam fatos e criavam outros para colocá-lo mal diante do povo que o admirava. Com isso, seu nome se tornava mais conhecido. Parece que uma de suas criaturas, bem nascida, porém de personalidade alterada, ao longo tempo, copia a filosofia de seu criador, mas, ao contrário dele, se afunda cada vez mais na avaliação do consumidor. É a CEMIG, em foco na segunda edição, deste ano, de O LIBERAL, que volta a ser abordada, ainda que em seção diferente. Como prestadora de serviço essencial, a empresa deveria estar preparada para, depois de um ano da pandemia, atender aos consumidores em suas reclamações, busca de orientação e de informações com razoável presteza e lhaneza, contribuindo assim para que maiores não sejam os desconfortos da população afligida pelo que ocorre. Não é o que ocorre. Depois de algum tempo com atendimento, online, a CEMIG voltou ao atendimento presencial, porém de forma insatisfatória e negligente com seus consumidores. Pelo menos, no dia dessa constatação, semana passada, só havia uma atendente, para um grande número de consumidores, a aguardar sob o sol e em pé. Nem a Lei das Prioridades é observada, pois pessoa acima dos 80 também foi orientada a aguardar sua vez como os demais.
Enquanto isso acontecia na agência Cemig Ouro Preto, dois consumidores recebiam visita de técnicos “cemiguianos” que, sob alegação de inspeção determinada pela empresa, tiveram entrada permitida e retiraram os dois medidores, deixando os dois imóveis às escuras. Alegou-se consumo irregular de energia (gato?) mas provas não foram apresentadas a nenhum dos dois consumidores, como também não ao proprietário do imóvel. Posteriormente, eletricista autônomo inspecionou e declarou não haver encontrado indícios de irregularidade. Em tempos de ministro do STF mandar prender deputado, só porque se sentiu ofendido, a atitude da estatal CEMIG é mais um sinal de que a sociedade está a entrar numa espécie de ditadura. Tamo na mão de calango!