O anúncio, no início da pandemia, de que os riscos de desenvolvimento da COVID-19 estavam entre os velhos, ou idosos, criou, na mente de muitas pessoas, a falácia de que os mais jovens e crianças estariam livres do perigo. Daí os descuidos da população mais jovem, os abusos e o desrespeito às normas coletivas estabelecidas. Pessoas mais velhas constituem grupo de risco, em qualquer situação de saúde, não só quanto à COVID-19, em razão dos desgastes e enfraquecimento natural do organismo, ao longo da vida. Por isso, em relação aos idosos, pode haver menor número de contágios e de óbitos entre jovens, mas não porque estes estão livres do contágio. Pessoas mais jovens, saudáveis, podem não sofrer a COVID-19, embora tenham sido contaminadas pelo novo coronavírus. Se, por qualquer fator, uma pessoa contrai o novo coronavírus e não desenvolve a COVID-19, ela se converte numa espécie de “bomba ambulante”, pronta para transmitir a doença a outros menos resistentes, ainda que de forma inocente. Vive-se um quadro diversificado, no que toca ao desenvolvimento e grau da doença, desde o mais simples e inofensivo sintoma até o “entubamento”, na UTI, podendo chegar ao óbito. Pode-se dizer que cada organismo reage, de uma forma, ao contágio e desenvolvimento da COVID-19, mas os cuidados preventivos são universais, são para todos, igualmente. Promover ou participar de aglomerações, festas, reuniões, incluindo-se as familiares com mais de dez pessoas, é contribuir para a disseminação do novo coronavírus. O lazer pode esperar, pode ser adiado, mas o trabalho não pode parar!