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O Berro do Bode Zé
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Sejamos todos felizes

É tempo de festas, luzes, cores, música e, estando a dormir, vejo grande planície, florida em todas as mais brilhantes, interativas com sons suaves e dos mais harmônicos; céu azul salpicado de pequenas e esparsas nuvens brancas e movidas por brisa refrescante. No imenso jardim, entre as flores e folhagens  circulam muitas pessoas, de todos os tipos e origens, alegres, a interagir em agradável festival de sorrisos. Pergunto-me o que é tudo aquilo e, como resposta, ouço que é o ano a findar. Ah! Então a costumeira celebração do ano, em seu final. Não! – sou retrucado e continuo a ser informado – é todo o ano, tudo que se vê em volta, em toda a planície, é o ano atual, desde o seu início. – Mas, isso é falso, pois o ano que se finda só flores não foi, pois também dores houve. – Sim, mas por que e para que isso ver, se hoje não mais é? Sabe-se que a vida é uma sucessão de eventos e sentimentos, opostos e alternantes, mas, se você aqui está é porque superou a tudo, ou está a superar, não havendo razão, senão para comemorar. – Acordo e celebro aquele despertar, desejando que do mesmo sentimento se infundam nossos semelhantes, ainda que saibamos haver mais obstáculos que, na certa, serão vencidos, assim como, no passado, o foram. Que Deus esteja conosco, Feliz Natal e até 2023!

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