Visto o título, haverá quem diga ser esta repetição da nota publicada na semana passada. Lido, perceberá que a mesma não é, embora sob o mesmo tema. Mas, se o tema é o mesmo, setor focado diverge da anterior. Antes, focou-se no setor governamental, cuja burocracia, entojada e grudenta, longe de desaparecer, como se esperava, está a se transferir do reino material para o reino virtual. Na área corporativa, setor privado, também santidade não há, podendo ser diferentes os pecados, mas a causar, mais ou menos, mesmos efeitos ao consumidor ou usuário, que no setor governamental é o contribuinte. Nota-se que em era de valorização do consumidor, mediante Código de Defesa do Consumidor, PROCON e outros, há empresas que primam pelo atendimento, em todos os sentidos, ainda que não estejam seus nomes entre as de fama internacional. Entre as grandes marcas de renome internacional, dotadas de alto grau de tecnologia, é que florescem as manhas e artimanhas para driblar a lei e o consumidor/usuário. Pode haver um grande e surpreendente aparato de apoio, que engana e não cumpre sua função. Cite-se um caso em curso e, pelo jeito, ainda longe de chegar ao fim. Em junho, pela internet, em site da própria empresa, efetuou-se uma compra com entrega prometida para primeira semana de julho. O produto não chegou, mas chegou a Nota Fiscal eletrônica, acompanhada de e-mail a dizer que o produto fora entregue. Tentativas de reclamação foram feitas, mas todos os endereços eletrônicos, disponibilizados para isso, estavam desativados. Tentou-se o telefone, mediante aquela geringonça automática que, na mesma proporção de atendimento aos interesses da empresa, azucrina a vida do consumidor. A lista da geringonça não continha tal tipo de reclamação. E agora neném, reclama-se a quem? ao bispo? Na hora de vender, a empresa foi toda sorrisos e farta em salamaleques virtuais; na hora de ver e ouvir a reclamação pelo produto pago e não recebido, a empresa está cega e muda; “num tá nem aí!” *Até quando, comerciante, abusará da nossa paciência?