A urna eletrônica é um fato, que modernizou a votação e imprimiu rapidez à apuração, mas, é fato também que sobre ela pairam dúvidas quanto à possibilidade de fraude, ainda que não escancarada como era no voto manual. Quem acompanha o assunto, comparando opiniões de pessoas entendidas, desde que adotada a moderna urna pelo sistema eleitoral brasileiro, sabe que a discussão existe, embora não possa afiançar serem verdadeiras as suspeitas, por falta de conhecimento na área. Contudo, se há possiblidade de fraude, se há suspeitas de fraude, se há indícios de fraude, ainda que não haja provas, que se aprimore o sistema, para que mais prejuízos não haja à democracia. É isso que se pede, depois que a discussão saiu das rodinhas de bate-papo político, das conversas à frente do televisor; depois que deixou de ser apenas textos nos veículos de comunicação; depois que, deixando de ser conhecimento exclusivo do técnico e do intelectual, passou a ser também do eleitor comum e foi para as ruas. O grito dado pelas multidões, nas ruas em todo o Brasil, no último domingo, é a explosão do que estava contido nas gargantas há muito tempo! O povo ansiava por expressar o que pensava, mas não tinha a força necessária. O atual presidente da República não deu origem ao movimento; apenas canalizou e deu força ao desejo da maioria por um sistema mais confiável, mais reforçado contra fraude! Nada mais que isso! Até mesmo quem acredita na segurança da urna eletrônica vê com bons olhos a adoção de meios para se ampliar a confiabilidade do sistema. Quanto mais segurança, melhor! Por que então a oposição sistemática do presidente do Tribunal Superior Eleitoral? Cabe ao TSE cumprir e fazer cumprir a Lei Eleitoral, por sua vez elaborada e aprovada pelo parlamento, que representa o povo. Por que ele não quer que a lei seja melhorada? Por que ele se comporta como garoto birrento? Dá a entender que teme por algo…