Caminhantes da madrugada, que fazem uso da Rua Da Pedra-Sabão, ou “da UPA” (que nunca foi UPA), trecho urbano da antiga estrada da estação Dom Bosco e do Cumbe, também da primitiva estradinha (um caminho de cabrito), que ligava Ouro Preto à capital, foram surpreendidos por bloqueio sobre a calçada, em determinado ponto da rua. Uma árvore do bosque ao lado fora derrubada, e, lançada sua ramagem verde sobre o caminho dos pedestres, que não são poucos, a partir das quatro da madruga, na prática de exercício físico, em busca do serviço público de saúde ou em trânsito rotineiro. No dia seguinte, a ramagem já não estava – ficando livre a calçada – no nível do chão mas, no nível da testa de pessoas de estatura média, ficou o tronco atravessado, pronto para derrubar desavisados, especialmente os praticantes de corrida. Por que foi derrubada a árvore, um pínus inofensivo? Na madrugada do domingo, a coisa estava pior! O autor da derrubada, talvez a pensar que, no domingo, não haveria quem por ali passasse, fez daquele trecho de passeio (calçada) sua propriedade privada. Pode ter imaginado que, na madrugada, só há caminhantes, de segunda a sexta-feira, ignorando que há caminhante sem direito ao DSR (descanso semanal remunerado), “forçado” a caminhar aos sábados, domingos e feriados, com exceção às manhãs chuvosas. O derrubador fez daquele trecho seu depósito de lenha (verde) e foi pra casa com a consciência tranquila, coisa de quem só pensa em si e no seu mundinho, livre de qualquer semelhante! Obra de espírito-de-porco mesmo! Ao fim de tudo, ficam as perguntas: que mal fez a árvore, para ser, sumariamente, executada? Agrediu ou matou alguém? Roubo ou furto, não pode ter sido, pois praticantes de tal crime, na mais alta escala, têm sido perdoados. Ah! Esquecemos que há novos crimes! A árvore pode ter “xingado” de careca algum ministro do STF!