“Respeito é bom e eu gosto” é sempre dito em resposta, quando alguém tem sua liberdade de ação, não prejudicial a terceiros, achincalhada por quem pensa de forma diferente ou contrária. É o que merecem ouvir profissionais de televisão como resposta a comentários desairosos e insultos dirigidos à população, durante os momentos vividos pelo Brasil. A Constituição Federal garante a livre manifestação individual e/ou coletiva, desde que de forma pacífica e ordeira. E é assim que milhões de brasileiros estão nas ruas e praças, em manifestações ou protestos. Não interessam, aqui, os motivos das manifestações ou o alvo dos protestos, mas unicamente o direito de cada um e da população em geral, bem como sua legalidade. Entretanto, de canais de televisão os manifestantes têm recebido classificações como “baderneiros”, “arruaceiros”, “vagabundos”, que a polícia deveria tirar das ruas. São milhões de pessoas, incluídas aí crianças nos braços dos pais, passando por todas as idades, até anciãos com mais de oitenta anos; não algumas pessoas ou bandos como têm referido alguns jornalistas. Aos profissionais e órgãos de imprensa não cabe concordar ou discordar em relação aos fatos, mas informar; se tiverem que emitir opinião que o façam com respeito. Afinal, é da audiência proporcionada por essas mesmas pessoas insultadas, que provém o sustento dos canais de televisão e de seus profissionais. Cuidado, pois as opções se ampliam e o controle remoto, na mão, é bem rápido!