Como seria bom não haver muros, não haver cercas, não haver grades, mas apenas avisos e sinais convencionais, aos quais todos acatariam, sem questionamentos. Infelizmente, parece estar longe o dia, em que o cidadão saberá distinguir área pública e área privada, comportando-se adequadamente, conforme a área em que estiver. Se não são todos a proceder de forma irregular, desrespeitando normas preestabelecidas para o bem comum, o desrespeito por parte de alguns acaba por prejudicar a população em geral. No caso das obras em execução, no centro da localidade, há que desviar ou impedir o trânsito de veículos, em certos pontos e ocasiões precisas, valendo-se de placas e barreiras metálicas, conforme é de uso geral. Pessoas desciam dos veículos retiravam a barreira, passavam e, muitas vezes, tinham que retroceder porque não havia como prosseguir. Passou-se, então, a usar tubulões para fechar as vias e, assim, impedir os condutores furões. Com a estratégia da construtora, condutores mal-educados foram impedidos, mas pedestres também pagaram, porque ficaram restritos ao passeio estreito, também disputado por alguns motoqueiros que nada respeitam. Os justos pagam pelos pecadores! É o Brasil de ponta cabeça!