No ponto de se refazer o calçamento, onde já conclusas as obras de dreno e esgoto, houve quem se frustrasse ao saber que o calçamento será o mesmo, pois se esperava essa fosse a oportunidade de se lançar o asfalto que, segundo opinião das mesmas pessoas, é mais moderno e cômodo para transitar. Tantos exemplos de aquecimento ambiental e de outras desvantagens da pavimentação asfáltica, em áreas urbanas, ainda não foram suficientes para arejar muitas cabecinhas, mostrando que o calçamento tradicional, bem-feito, executado profissionalmente, é o melhor. A desvantagem não fica tão somente por conta do aumento da temperatura ambiente. Por ocasião das temporadas de chuva, dos grandes centros urbanos, onde impera o asfalto, vêm quase diariamente imagens de inundações, provocadas, em parte, pelo asfalto que impede a penetração, no solo, de boa parte das enxurradas. Onde o calçamento é feito de pedras bem aparadas e bem assentadas (paralelepípedo, sim; pé-de-moleque, não) ou bloquetes de concreto, parte da enxurrada penetra no solo e não sobrecarrega a rede pluvial, a ponto de esta, eventualmente, não comportar. Além desses inconvenientes, asfalto se rompe em buracos com as chuvas, é mais dispendioso em manutenção e acaba por exigir os famigerados quebra-molas. Asfalto deveria estar reservado para tão somente rodovias e… fim de papo!