Muito estranho o comportamento de papagaios, maritacas e periquitos, que competem com aves maiores e voos mais altos, realizando o mesmo trabalho, porém ao nível do chão. Não se sabe se durante todo o dia 13 (?) último, ou só ao início da noite, quando vários deles só chegaram à base de trabalho, duas horas depois do horário regular. Embora nada deixassem transparecer, o desconfiômetro apontava para algo inusitado, que poderia estar ocorrendo no ninho dos verdinhos, resultando isso no grande atraso. Já devem ter notado que se fala do transporte coletivo intermunicipal em ligação com a capital do estado. Depois que foi eliminada a função do “auxiliar de viagem”, os atrasos têm sido constantes, e, naquele mesmo dia, veículo que deveria passar pela estação rodoviária de Cachoeira do Campo, às 7h25, chegou às 7h55, trinta minutos de atraso. Os próprios usuários reconhecem que, sem o trabalho do “auxiliar de viagem” não há como evitar atrasos, e, quem depende desse serviço, com mais frequência, já pensa em solução alternativa, o que inclui até o não recomendável transporte clandestino. Não mais se pode assumir compromissos em Belo Horizonte, confiando na pontualidade dos verdinhos. Já dizia um velho professor que, em muitos casos, a economia é a base da porcaria. No caso em questão, a economia gerada pela extinção de uma função, na folha de pagamentos, gera transtornos a usuários e pode, mais tarde, gerar prejuízos para a própria empresa. A ausência do auxiliar de viagens é justificada em linhas “ponto-a-ponto”, mas em linhas “pinga-pinga” gera sobrecarga ao condutor, atrasos nas viagens e dissabores aos usuários. Quando coisa desse tipo acontece em aeroporto, o bafafá se faz, imediatamente, com a presença da mídia e tudo mais. Em estação rodoviária fica por isso mesmo; nem uma informação ou pedido de desculpas por parte da empresa Ainda assim desejamos que papagaios, maritacas, periquitos e todos os verdinhos voltem à atividade normal e regular!