Imagem: GCM Itabirito via Radar Geral/ Victória Oliveira
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Itabirito prendeu, no último sábado (2), um homem suspeito de provocar um incêndio em um terreno particular no município. A ocorrência mobilizou equipes da corporação e da Brigada Municipal de Itabirito.
A GCM foi acionada para prestar apoio durante o combate às chamas. Ao chegarem ao local, o fogo já havia sido controlado pelos brigadistas, evitando que se alastrasse para áreas próximas. Durante a apuração dos fatos, os agentes conseguiram identificar o responsável pelo incêndio.
Questionado, o homem teria admitido ter iniciado o fogo, alegando que a intenção era queimar “apenas mato”. No entanto, ele não apresentou justificativa legal para a prática, sendo conduzido e preso em flagrante por crime ambiental.
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), provocar incêndio em áreas urbanas ou rurais sem autorização é considerado infração, podendo resultar em multa e até detenção, dependendo da gravidade e das consequências do ato
Crime ambiental e danos à população
Crimes ambientais são ações que causam danos à natureza, à fauna, à flora ou à qualidade do ar, da água e do solo. Entre os exemplos mais comuns estão as queimadas irregulares, o desmatamento sem autorização e o descarte inadequado de resíduos.
Além de ilegais, queimadas podem sair do controle rapidamente, colocando em risco residências, áreas de preservação e a saúde da população, devido à fumaça e à poluição do ar. Em períodos secos, o perigo é ainda maior, já que o fogo se propaga com mais facilidade.
A atuação rápida das equipes evitou consequências mais graves no caso registrado em Itabirito. A orientação das autoridades é que a população evite qualquer tipo de queimada e busque sempre alternativas seguras e legais para a manutenção de terrenos
Como limpar um terreno de forma legal
A limpeza de lotes e terrenos deve seguir normas ambientais e municipais. A prática de queimadas, mesmo em pequenas proporções, é proibida na maioria das cidades, especialmente em períodos de estiagem. O recomendado é:
● Realizar a roçada manual ou com equipamentos adequados;
● Recolher e dar destinação correta aos resíduos vegetais;
● Em alguns casos, solicitar autorização prévia aos órgãos ambientais, quando houver necessidade de intervenções específicas.