Ir ao supermercado tornou-se, além de necessidade básica, exercício prático de matemática, visto ser preciso estar sempre atento aos preços de cada item e às ofertas do tipo “leve três pague dois” ou “embalagem econômica”. Dito isso, será que é preciso ir às compras munido de uma calculadora?
Os corredores dos supermercados são geralmente divididos por setores, categorizados por produtos de higiene pessoal, de hortifruti, de grãos e cereais, de açougue, de laticínios e assim por diante. E em cada um desses setores, é possível encontrar itens de marcas, quantidades, tamanhos, formatos e preços variados.
Imagine o setor de higiene pessoal e que alguém esteja em busca de papel higiênico. Há duas marcas que o consumidor já conhece a qualidade, e a quantidade de rolos por embalagem é idêntica, porém nota-se considerável diferença no preço entre uma e outra. A tendência é que o consumidor opte pelo produto com o menor preço. Mas será essa a escolha mais vantajosa?
O Código de Defesa do Consumidor informa que é direito básico “a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso”. A regra tem o objetivo de facilitar ao consumidor comparar valores de itens iguais ou similares, da mesma marca ou de marcas diferentes, o que fortalece seu poder decisório no momento da escolha dos produtos que intenciona adquirir e pode resultar em economias ao final do mês.
Assim, no exemplo citado, o ideal é que esteja disponível ao consumidor o preço por metro, isto é, o preço pela metragem que vem em cada embalagem de papel higiênico. De modo que o consumidor possa escolher aquela marca que efetivamente ofereça mais por menos.
Essa informação reduz o tempo, já escasso das pessoas, e o esforço necessário para que os consumidores façam as contas, em muitos casos sem precisar da calculadora, e identifiquem o produto que corresponda ao melhor custo-benefício.
Há que destacar que, além de facilitar o processo decisório dos consumidores, a informação por unidade de medida também pode ser vista como uma oportunidade para os fornecedores fortalecerem sua relação de confiança com os consumidores.