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Morador de Cachoeira do Campo, SeuDock lança nova música autoral na próxima semana

Morador de Cachoeira do Campo, SeuDock lança nova música autoral na próxima semana

Imagem: Divulgação Redes Sociais/ Victória Oliveira

Canção “Mais Longe” chega às plataformas digitais no dia 21 e marca mais um capítulo na trajetória do cantor e compositor

Quem acompanha a cena musical da região de Ouro Preto provavelmente já ouviu a voz marcante de SeuDock. Morador de Cachoeira do Campo, o cantor e compositor se apresenta em eventos e casas da região enquanto constrói, de forma independente, uma trajetória autoral marcada por influências da black music, do soul e da MPB. Em um cenário em que produzir música no interior ainda é um desafio, o artista segue apostando na força das próprias composições.

Na próxima terça-feira (21), SeuDock lança Mais Longe”, seu novo single nas plataformas digitais. A canção, escrita há mais de uma década e revisitada recentemente, chega como mais um capítulo dessa caminhada. O videoclipe será lançado posteriormente e poderá ser acompanhado pelas redes sociais do artista. Em entrevista ao Jornal Liberal, SeuDock falou sobre suas origens, as influências que moldaram sua identidade musical, o processo de composição e o amadurecimento de sua carreira. Confira, a seguir, a entrevista.

Antes de tudo, para quem ainda não conhece o seu trabalho, quem é o SeuDock?

Sou o SeuDock. Moro em Cachoeira do Campo. Nasci em Governador Valadares, mas vim para cá com quatro ou cinco anos de idade, então me considero ouro-pretano. Sou cantor e compositor. Cresci com nove irmãos, além dos primos, e a gente sempre fazia roda de samba, de música. Isso sempre esteve presente na minha vida.

Em que momento você percebeu que queria seguir esse caminho da música?

A música não surgiu de uma forma planejada. Nunca pensei: “Quero tocar, quero ser artista”. Na minha casa, por causa dos meus irmãos, existia uma mistura muito grande de estilos musicais. Tinha o gospel, por influência da minha mãe, o brega que meu pai gostava, além de muitas outras referências. Cresci no meio dessa musicalidade e isso foi mudando o caminho que eu poderia seguir.

A composição também não foi planejada. Comecei a escrever junto com amigos, em rodas de violão. A gente fazia música na brincadeira e, quando percebi, já estava compondo.

De que forma suas origens e a região de Ouro Preto influenciam seu trabalho?

Em Valadares existia um festival chamado Feirinha. Eu ainda não tocava, mas ficava encantado vendo as pessoas fazendo apresentações ao vivo. Depois voltei para lá para jogar futebol, no Democrata, e foi nessa época que conheci pessoas com quem comecei a levar a música mais a sério.

Já Ouro Preto é um lugar que respira cultura. Música, teatro, arte… Mesmo sem conhecer toda essa tradição no começo, a gente sentia essa força cultural. Isso fez com que eu desenvolvesse ainda mais esse lado artístico de querer compor, cantar e fazer apresentações.

Seu som reúne referências da black music, soul e MPB. Quais artistas marcaram sua formação musical?

Minha referência musical sempre foi muito ampla. Lá em casa a gente ouvia Phil Collins, James Brown, Michael Jackson, Billy Ocean, Jamiroquai… No Brasil, tinha na época Diana Tim Maia, Cassiano, Hyldon,  Roberto Carlos e também muitas bandas de pop e rock, então era muito amplo nosso gosto musical, e a referência vem de um pouco de tudo. Soul, rock, pop, MPB, lembro de uma banda também que chamava Placa Luminosa… Na verdade eu consegui apurar bem esse gosto musical e no final das contas, a gente acabda adotando aquele estilo que mais chama atenção, e a Black Music foi o que mais me pegou, o soul, o groove é o que eu mais tenho em minhas veias musicais.

A composição autoral sempre fez parte da sua trajetória?

A composição entrou na minha vida meio que na na brincadeira. Na escola a gente fazia paródias de músicas, eu fiz muito isso, músicas do Djavan… Na roda de amigos a gente escrevia, gravava na mente e cantava aquilo. A gente acabou pegando o gosto pela composição.. Minha primeira música chamava “Bidoca e Farol”, feita em homenagem a dois amigos, apelidos, né? A galera gostou  e eu pensei ‘Pô cara, vou começar a fazer essas coisas”.

Depois as músicas começaram a falar mais sobre o cotidiano, sobre dificuldades da vida. A brincadeira foi ficando séria e as composições foram surgindo naturalmente.

No próximo dia 21 você lança a música “Mais Longe”. Como ela nasceu?

Na verdade, essa música já existe há muito tempo. Escrevi há mais de 15 anos. De um tempo pra cá comecei a dar uma olhada na papelada, sempre tenho umas folhas, uns rascunhos e  agente deixa de lado. Eu falei ‘Pô, essa música é legal, vou dar um trato nessa música, vamos ver o que que ela oferece’. E a música, então, tava com a letra ali, tava até com a melodia, com as notas, cifras, já tinha melodia na cabeça. E aí o que que acontece? Como tem muito tempo, o pensamento da gente muda, né? A cabeça muda. Então, o que eu fiz? Algumas mudanças na letra. Adaptações para coisas atuais, porque às vezes tinha coisas que já não tinha nada a ver com o tempo.

Às vezes uma música fica guardada por muitos anos e, quando você volta a olhar para ela, percebe que vale a pena dar uma trabalhada nela, e foi o que aconteceu com essa música.

Você vem lançando músicas há alguns anos. Olhando para esse percurso, acredita que sua sonoridade amadureceu? O que mudou?

Amadureceu bastante. Penso mais no conceito da música, na qualidade, no momento certo de lançar. Acho que minhas composições ficaram mais maduras porque falam muito do que acontece hoje. Abordam família, falta de afeto, autoestima e questões emocionais. A nova música também fala disso. É uma mensagem para levantar as pessoas, mostrar que a vida continua e que a gente precisa seguir em frente.

Onde o público pode, então, acompanhar seu trabalho?

Quem quiser conhecer meu trabalho é só procurar por SeuDock no YouTube e no Spotify ou me acompanhar no Instagram, @seudoc.music.

Agradeço pela entrevista e espero que essa próxima música chegue até vocês de uma forma muito positiva. “Mais Longe” fala sobre seguir em frente, porque a vida é assim, ela passa. A música traz essa mensagem de que eu conto com você, você conta comigo e, juntos, conseguimos ir mais longe. Ela não fala apenas sobre relacionamento amoroso, mas também sobre amizade, parceria, sociedade e união. Nós, brasileiros, somos guerreiros. Buscamos nossos objetivos todos os dias, com muita força e muita garra, e conseguimos chegar lá. Mas, quando estamos juntos, conseguimos ir duas ou três vezes mais longe do que conseguiríamos sozinhos. É disso que essa música trata. Muito obrigado e vamos em frente.

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