Imagem: Reprodução Redes Sociais/ Victória Oliveira
Motoristas que trafegavam pela estrada que liga os distritos de Santo Antônio do Leite e Cachoeira do Campo viveram momentos de tensão na última quarta-feira (12), quando um incêndio em vegetação às margens da rodovia tomou grandes proporções e encobriu a pista com fumaça intensa. Uma acidente em meio a baixa visibilidade da pista causou a morte de um jovem.
A vítima, Maicow Vitor, morador de Santo Antônio do Leite, teria se chocado com outro veículo que estava parado na via, em meio à fumaça. Ele chegou a ser socorrido e permaneceu internado para cuidados médicos, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (13), causando comoção entre a família, amigos e toda a comunidade.
O jovem, que havia completado 20 anos em junho, foi velado nesta sexta-feira (14), em Santo Antônio do Leite.
Durante o incêndio, imagens registradas por moradores mostravam um extenso trecho da estrada entre Santo Antônio do Leite e Cachoeira do Campo completamente tomado por uma fumaça densa que reduzia drasticamente a visibilidade.
Após a confirmação da morte, moradores utilizaram as redes sociais para manifestar indignação e cobrar providências. Segundo relatos da comunidade, os incêndios ocorrem todos os anos nos mesmos pontos, sem que haja ações efetivas de prevenção ou fiscalização.
Agosto é considerado o período mais crítico para incêndios em vegetação no Brasil. O tempo seco, a ausência de chuvas, a baixa umidade do ar e os ventos fortes favorecem a rápida propagação do fogo. Em áreas com presença predominante de eucaliptos, como no trecho atingido próximo a Santo Antônio do Leite, o risco pode ser ainda maior, já que a espécie possui óleos inflamáveis nas folhas e cascas que se desprendem facilmente, facilitando a combustão.
Dados do Corpo de Bombeiros apontam que Minas Gerais já registrou quase 10 mil ocorrências de incêndios em vegetação desde o início do ano. Somente nos cinco primeiros dias de agosto, foram contabilizados 656 focos no estado. A instituição também afirma que a maior parte dos incêndios é de origem criminosa.
Diante do cenário, moradores reforçam o pedido para que órgãos públicos e autoridades ambientais ampliem as ações de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios, na tentativa de evitar que novas tragédias aconteçam.
