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Diante de cassação de mandatos, em primeira instância, vereadores do PSB se posicionam

Diante de cassação de mandatos, em primeira instância, vereadores do PSB se posicionam

Renato Zoroastro. Imagem: Marcos Delamore

Por: Marcos Delamore

Na 23ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Ouro Preto, os vereadores Luiz Gonzaga do Morro e Renato Zoroastro comentaram sobre a decisão da Justiça, diante do processo que acusa fraude à cota de gênero pelo partido PSB nas eleições proporcionais de 2024. Os parlamentares seguem nas atividades até o desfecho final do caso.

A Justiça Eleitoral de Ouro Preto, no dia 31 de março, decidiu pela cassação dos mandatos dos dois vereadores, em primeira instância, a anulação de todos os votos do PSB, o novo cálculo do quociente eleitoral e oito anos de inelegibilidade aos envolvidos. A determinação, que ainda não é definitiva, pode ser revertida em instâncias superiores.

Diante do exposto, o presidente da Câmara Municipal, Vantuir da Silva, ressaltou o direito de defesa dos parlamentares e que eles seguirão à frente de suas funções enquanto recorrem da decisão. “A vida pública tem estas questões. Todo mundo tem o direito de defesa e eles vão se defender. Foram eleitos pelo voto do povo”, declarou.

O presidente do PSB de Ouro Preto e vereador, Luiz Gonzaga do Morro, se pronunciou e criticou os seus opositores políticos. “Nós somos eleitos pelo povo. Trazemos todas as demandas da comunidade. Quem está nos acusando tem que provar. Em quase 20 anos de política, não tenho nenhum processo julgado e condenado”, afirmou.

Em esclarecimento e de modo a acalmar seus eleitores, ele afirmou que irá recorrer à determinação de cassação dos mandatos dos vereadores do PSB de Ouro Preto. “Eu acredito na justiça e, se precisar, vamos recorrer até a última instância. Vamos provar que estamos falando a verdade”, disse.

Luiz Gonzaga do Morro. Imagem: Câmara de Ouro Preto 

Luiz do Morro ainda rebateu supostas críticas de adversários políticos internos, que tentariam desestruturar seu grupo partidário, e reforçou a sua convicção no coletivo de apoiadores do prefeito Angelo Oswaldo (PV). “A gente tem que pensar no bem do semelhante, trabalhar pelo bem do outro. Fazer o bem sem olhar a quem. Por isso estou aqui até hoje. Eu confio no grupo de Angelo Oswaldo e o grupo não pode ser rachado”, enfatizou.

O vereador e primeiro secretário da Câmara de Ouro Preto, Renato Zoroastro, expressou que recebeu com serenidade a sentença, que pede a cassação de seu mandato e de Luiz Gonzaga do Morro, e ressaltou o trabalho desenvolvido na Casa. “Nosso mandato sempre foi pautado no trabalho, na transparência e na responsabilidade, e, agora, não será diferente”, alegou.

Ele ainda abordou que, em 2020, quando iniciou seu exercício enquanto vereador na cidade, sabia das dificuldades do cenário político ouropretano. “Quando decidi entrar na política, eu sabia que não ia ser fácil. Mas, por outro lado, eu tinha certeza de que ia ser gratificante. Gratificante porque, cada lei aprovada, visa melhorar a vida das pessoas. Nossa luta tem o propósito de melhorar a vida das pessoas”.

Assim como seu aliado político, Renato rebateu as críticas e se posicionou perante aos opositores. “A ganância e a vontade do poder sempre falam mais alto do que a ética, a moral e a responsabilidade”, declarou.

Zoroastro afirmou que, enquanto recorre da sentença às instâncias superiores, continuará trabalhando em prol de Ouro Preto. “Vamos recorrer e estaremos trabalhando pelo motivo que nos colocaram na Câmara, que é trabalhar pelo povo de Ouro Preto. Sempre construindo políticas públicas e melhorias para a nossa cidade. Vamos recorrer sentados aqui, juntos com os demais vereadores, somando esforços para que tudo dê certo”, informou.

Os vereadores Luiz Gonzaga e Renato Zoroastro e o partido PSB apresentaram defesa de que cumpriram formalmente a cota de gênero e que não houve práticas ilegais para a composição da chapa eleitoral para a eleição proporcional.

Em caso de decisão não favorável aos envolvidos nas próximas instâncias, a Câmara Municipal de Ouro Preto terá uma nova composição, a partir da entrada de vereadores suplentes.

O afastamento não será imediato e os políticos poderão continuar os seus ofícios enquanto aguardam o andamento do processo judicial.

O curso do procedimento legal está sob a responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais e a perspectiva de novas atualizações sobre o caso é para os próximos meses.

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