Em dois dias, no próximo dia 4, o eleitor brasileiro comparecerá às urnas para decidir sobre o presidente da República, governadores de Estado e parlamentares federais e estaduais. Exercerá seu direito e dever básico da cidadania, em que todos são iguais e livres para exercer suas escolhas.
O que se pode esperar é que esteja bem informado sobre suas escolhas, pois o Brasil precisa de bons governantes e parlamentares atuantes, pessoas éticas, honestas e comprometidas com pautas de interesse de todos.
A campanha foi acirrada, especialmente a presidencial, mas ofereceu a todos os interessados informações suficientes para um voto consciente. A questão ideológica, além dos radicalismos próprios do debate político, permite, no entanto, que fiquem claras as diferentes propostas.
Neste debate, o importante — é bom salientar — é o interesse nacional, as condutas éticas e, mais importante, estimular as renovações de mandatos, evitando os profissionais da política que se perpetuam nos cargos.
Vivemos época de farta oferta de informações, para o bem e para o mal. Mas o eleitor, consciente de sua responsabilidade, sabe votar. E, inclusive, avaliar bem os políticos carreiristas, seus desvios éticos e descompromissos com causas de verdadeiro interesse público. E analisar bem as pesquisas eleitorais, que refletem momentos e, às vezes, nem sempre são totalmente confiáveis em campanhas tão radicalizadas.
Não se pode dizer que faltaram informações, notícias e até avaliações de propostas e currículos. Os ainda indecisos estão abaixo de 10% do eleitorado, segundo as pesquisas.
O sistema eleitoral brasileiro, eletrônico, é confiável e testado. Garante lisura e prazos recordes. E a Justiça Eleitoral leva a urna a todos os territórios brasileiros.
Neste mundo contemporâneo, informatizado e ampliado extraordinariamente, o grau de informação do eleitor ampliou-se e permite esperar que tenha também elevado sua capacidade de realizar boas escolhas. Com decisão consciente e pensando no Brasil, na qualificação da classe política e nos candidatos.
O Brasil precisa de novos e bons nomes. A eleição presidencial polarizou-se em extremos, e a radicalização quase sempre inibe o bom debate e a avaliação de programas e currículos.
O Brasil, como também o mundo, vive momento complexo, mas de grande importância. Melhorou e avançou em vários setores da vida nacional. Esperemos que a democracia brasileira avance e prospere ainda mais — e sem retrocessos. O país tem amplas condições para avançar muito mais.
O eleitor decidirá.