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Cachoeira do Campo é a que mais cresce na Região dos Inconfidentes

Com posição estratégica entre duas grandes cidades, Itabirito e Ouro Preto, com mais de 30 subdistritos e povoados, já com perto de 16 mil habitantes, Cachoeira do Campo vem atraindo mais população não só pela localização privilegiada, mas também pela oferta de áreas vocacionadas para investimentos empresariais. Mais planas por seu relevo ameno e clima temperado. Especialmente, como já antecipam diagnósticos atuais, com a duplicação da BR-356, já decidida e que poderá estar concluída em quatro anos, será reduzido o tempo de viagem de Belo Horizonte a Ouro Preto e Itabirito. Cachoeira terá novo acesso, facilitando o trânsito hoje congestionado.

Cachoeira centraliza também, por sua posição geográfica, três grandes distritos de Ouro Preto: Amarantina, Glaura e São Bartolomeu. É caminho preferencial para Santo Antônio do Leite e Engenheiro Correia. Está a 78 km de BH, 18 km de Ouro Preto e 28 km de Itabirito, com tempos de percurso reduzidos pela duplicação da BR-356. Embora situada no Quadrilátero Ferrífero mineiro, apresenta campos rupestres, com baixa cobertura vegetal, e vocação para a exploração agrícola. Seu principal curso d’água, o Rio Maracujá, que recebe os córregos Cipó e Ranchador, deságua no Rio das Velhas, da bacia do Rio São Francisco.

Surge da busca de melhores terras, por volta de 1698, em meio à crise de fome na região mineradora da então Vila Rica e Ribeirão do Carmo, hoje Mariana. Não há registros de busca de ouro na região. É possível que tenha sido visitada antes por integrantes da bandeira de Fernão Dias Paes, que chegou ao Sumidouro, hoje em Pedro Leopoldo, por volta de 1674, e percorreu o Rio das Velhas, vindo de Sabará. A denominação antiga da região, na etnografia brasileira, é Sertão dos Cataguás, primitiva ocupação indígena. Cachoeira sedia também antigo trajeto da Estrada Real, vinda de Ouro Preto e seguindo para Glaura (antiga Casa Branca), Rio Acima, Nova Lima, Itabirito e Sabará. Seu nome origina-se de cachoeiras: uma na chegada da cidade, pela BR-356, sob a antiga Ponte do Palácio, ou a localizada em terras do antigo Colégio Dom Bosco e Quartel do Regimento de Cavalaria da Colônia.

Em 1698 sediou feroz batalha entre os emboabas, portugueses contra paulistas, pelo domínio da terra aurífera. Vindos de Caeté e Santa Luzia, indo para Vila Rica, os emboabas combateram na hoje Praça da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, edificada em 1727, uma das mais belas e preciosas de Minas, por sua ornamentação barroca típica do Estilo Nacional Português. Nesta praça, Nunes Viana, chefe emboaba, potentado português sediado em Caeté, foi declarado governador das Minas. Nela teria sido preso Felipe dos Santos, primeiro mártir das rebeliões mineiras, líder da resistência contra a cobrança do “quinto do ouro” e a criação das casas de fundição para separar o imposto português. Desta rebelião surge a criação da Capitania das Minas do Ouro, a 22 de dezembro de 1720, pelo rei Dom João V de Portugal.

Há registros de que já em 1731 havia uma residência dos governadores em Cachoeira, para maior segurança e tranquilidade. Nela, o governador visconde de Barbacena, em 1789, recebeu a denúncia do levante dos inconfidentes. Cachoeira sediava também o Regimento de Cavalaria, quartel de 1773, ao qual pertenceu o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um pelotão deste regimento acompanhou Dom Pedro I, a pedido, na viagem de Vila Rica para São Paulo, em 1822, quando pediu apoio para o Grito da Independência, no Ipiranga, a 7 de setembro. Em 1893, o governador de Minas, Afonso Pena, entregou o quartel para a Ordem Salesiana, que criou o Colégio Dom Bosco, funcionando por muitos anos. Tombado pelo IEPHA, é hoje hotel. Cachoeira tem história, patrimônio histórico, localização estratégica, boas terras, acesso facilitado, opções de hospedagem e alimentação. E viverá um novo tempo.

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