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Em jornada para ocupar candidatura ao governo de Minas, Maria da Consolação (PSOL) visita O Liberal

Em jornada para ocupar candidatura ao governo de Minas, Maria da Consolação (PSOL) visita O Liberal

Maria da Consolação conversou com a equipe sobre temas ligados às eleições de 2026/ Victória Oliveira

O jornal O Liberal recebeu, nesta quarta-feira (24), visita da pré-candidata ao Governo de Minas Gerais pelo PSOL, Maria da Consolação, a Consola. Professora aposentada, militante social e uma das fundadoras do partido no estado, ela esteve na sede do jornal para apresentar suas principais pautas para as eleições de 2026 e discutir os desafios enfrentados por Minas Gerais.

Durante a visita, Maria da Consolação conheceu a estrutura do jornal e parte de sua trajetória histórica, revisitando exemplares publicados há cerca de 40 anos. Em conversa com a equipe de reportagem, abordou temas como educação, saúde e segurança pública.

Aos 63 anos, Maria da Consolação milita há mais de quatro décadas na educação e nos movimentos sociais. Atuou como professora da rede municipal de Belo Horizonte e também na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Ao longo dos anos, disputou diferentes cargos eletivos pelo PSOL, mas nunca ocupou um cargo político eletivo. Ela participou ativamente e esteve à frente de movimentos em defesa dos direitos dos trabalhadores, da reforma agrária, das comunidades periféricas e das mulheres.

Entre os principais compromissos defendidos pela pré-candidata está a valorização da educação pública e dos profissionais da área. Segundo ela, o Estado precisa garantir melhores condições de trabalho aos educadores e valorizar a categoria. Ao comentar o cenário político e o atual governo mineiro, Maria da Consolação fez críticas ao que classificou como um projeto de privatização dos bens públicos e de concentração de riquezas.

“Não pagar o piso nacional, não valorizar quem trabalha na educação, propor um processo de militarização. Ou seja, eles têm um projeto de mundo que é de desapropriar todo o bem comum, fazer um processo de privatização. Então só alguns vão controlar água, energia, metais raros para o enriquecimento e disputar um projeto de humanidade. E nós temos outro projeto: o do bem-viver e do bem comum”, afirmou Consola. Segundo a pré-candidata, a defesa dos serviços públicos e dos direitos sociais deve ser uma das prioridades para a construção de um estado mais justo e democrático.

Outro tema debatido durante a entrevista foi a mineração, atividade de grande relevância econômica para Minas Gerais. Maria da Consolação defendeu a necessidade de discutir novas formas de atuação, buscando garantir maior participação das comunidades afetadas, proteção ambiental e distribuição mais equilibrada dos lucros gerados pela atividade.

Questionada sobre segurança pública, Maria da Consolação defendeu uma abordagem mais ampla para o tema, relacionando a questão à garantia de direitos básicos e às condições de vida da população: “Vamos pensar segurança de uma forma mais ampla: temos que ter segurança hídrica, segurança alimentar, habitacional e da mobilidade. A pessoa tem que ter as condições básicas de vida garantidas”.

“Como você faz, por exemplo, o combate ao feminicídio? É colocando um policial em cada casa? Tem policiais dentro das suas casas matando suas esposas, também policiais. Então não é por aí. Precisamos de um processo de reeducação, de formação e também de constrangimento”, complementou a pré-candidata.

Consola também defendeu o enfrentamento aos discursos de ódio e à misoginia como parte das políticas de prevenção à violência contra as mulheres. “Quando a extrema direita não quer colocar a criminalização da misoginia, isso também precisa ser debatido. Não dá para ter discurso de ódio, porque esse discurso alimenta e dá espaço para a violência”, acrescentou.

As eleições para o Governo de Minas Gerais acontecem em outubro de 2026. Neste momento, todos os nomes colocados na disputa ainda são considerados pré-candidatos. As candidaturas serão oficializadas durante as convenções partidárias, previstas para ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Até o momento, o PSOL ainda não definiu quem integra a chapa majoritária ao lado de Maria da Consolação.

A pré-candidata conheceu parte do acervo do jornal

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