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O Berro do Bode Zé
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Há espírito-de-porco entre nós!

A obra da Rua Santo Antônio, Cachoeira do Campo, prossegue com os transtornos inevitáveis e aceitáveis, dentro de certos limites, mas nem sempre, porque nada perdoam os críticos mordazes, que sempre há. Contudo, o que há por fazer está sendo feito. Abre-se buraco, fecha-se buraco; às vezes, dois no mesmo lugar e mesmo dia, estoura um cano aqui, outro ali, mas que fazer? O que há por baixo dos pés não está mapeado e bola-de-cristal, nessas horas, não funciona! Aqui ou ali, não dá pra passar e por isso, alonga-se o caminho. Há poeira, mas o caminhão-pipa ameniza um pouco, e vamos que vamos! Tudo isso, com boa vontade, aceita-se e paciência é “importada”, em grandes volumes, para que não falte nas horas mais necessárias. Mas parece que o diabo, o caramunhão, não tem chifres, não tem rabo e não é tão feio, pois tem cara de gente e está entre a gente! Tenta fazer do ambiente o inferno, que dizem ser onde ele está! Imagine você, que não viu: rua estreita e de mão única passou a ter mão dupla. Consequentemente, quando há bom senso, evita-se nela estacionar ou não se estaciona, para o bem de todos e felicidade geral da comunidade sobre rodas! Mas, espírito-de-porco existe! Veio um e estacionou seu carango no lado contrário, onde outros já estavam. Aí você imagina o cara a se distanciar daquele ponto, para cuidar de seus negócios e de sua vida, não é? Enganou-se, pois, ficou por perto, tentando disfarçar seu sadismo, enquanto via as dificuldades causadas a condutores, que por ali passavam. Pergunta-se: além da educação, cidadania e bom senso, faltou o quê?

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