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O Berro do Bode Zé
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Antes que vaze sangue, um alerta!

Para ouro-pretanos, “trezentões” e “da roça” como dizem alguns dos primeiros, às contas de luz e de telefone, soma-se agora a de água, de longa data distribuída de graça à população, assim como da natureza aos filhos de Deus. Ainda taxa e não uma conta, é um treinamento, pré-aviso, alerta, ou seja o que queiram quanto ao que deverá ser, quando ela vier de fato, de acordo com o medido pelo hidrômetro, apelidado “relogim” pela própria concessionária, num arremedo ao linguajar mineiro. Embora mais farta, evidência denunciada por contínuos rompimentos (não deveria ser previamente substituída a tubulação?) a água continua extremamente suja, imprópria pra consumo imediato, ou seja, direto da torneira, antes da decantação em reservatório de razoável capacidade. Mas, embora também importante, o lero-lero acima é ponte para alerta ou advertência com relação à caixa plástica, que contém o dito “relogim”. A tampa, do mesmo material, extremamente frágil, já apresenta unidades quebradas, não se sabendo a causa, mas é fato suficiente para se temerem futuros acidentes com sérios ferimentos, em quem tiver um pé engolido por uma dessas caixas. Poderá não haver vazamento na tubulação pública, mas certo é que poderá haver, e sério, na tubulação corpórea do infeliz indivíduo. 

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