Não é a primeira e, quase certo, não será a última vez a se ter o assunto, aqui, abordado, uma vez que hábitos e costumes, incomodantes a terceiros, são de difícil correção num mundo cada vez mais interdependente, porém povoado de seres individualistas como nunca. Assim como o celular, que parece ter-se convertido na quarta parte do corpo, depois de cabeça, tronco e membros, também a mochila se insinuou gradativamente, a partir dos próprios mochileiros viajantes, passando pelos escolares, até se popularizar de fato, vindo a quase se constituir num “segundo corpo”, agregado ao humano. Para quem gosta e usa, tudo bem, mãos livres para mais atividades e outros trecos carregar. Contudo, que não se perca a noção de que aquele volume às costas pode ocupar o espaço de uma pessoa, o que requer cuidados especiais ao andar na multidão ou entrar em recinto fechado ocupado por mais pessoas. Ao entrar em coletivo, nem pensar levá-la às costas, pois cada movimento pode ser um safanão na cara do usuário sentado; esbarradas que podem machucar, especialmente os olhos. A mochila veio para facilitar a mobilidade de coisas pessoais, o mesmo se dizendo do celular na comunicação pessoa a pessoa, embora alguns não usem nem um nem outro. Mas, quem usa deve ter o cuidado de não interferir com a comodidade e direito do semelhante ao redor.