Porta trancada depois de a casa arrombada é o que mais se constata entre imprevidentes, dos quais não escapa nem a administração municipal de Ouro Preto, que esperou o recrudescimento da pandemia, para fazer controle de visitantes e, mesmo assim, fazê-lo de forma equivocada. Esse controle devia estar funcionando desde o início, visando resguardar o município, mas, infelizmente, o caso desta pandemia serve para confirmar o que se denuncia, ao longo do tempo, mas pouco ou nada se faz para corrigir o erro, que consiste no tudo para a cidade e pouco ou nada para o restante do município. A estrutura de controle, montada à entrada da cidade, é inócua, mas serve para provar que se pensa somente na população da cidade, relegando demais munícipes ao “Deus dará” no que toca à prevenção contra o novo coronavírus/COVID-19. Mas o que não percebem é que, deste modo, nem mesmo a cidade recebe proteção, porque se contaminado entra no município e, neste, circula livremente (ônibus municipais não são fiscalizados), ele pode entrar na cidade e aí espalhar o vírus. O local certo para a barreira é no limite com cada município vizinho, nas principais vias de acesso. Do jeito que está, presume-se que à administração municipal melhor parecer que se faz prevenção ante olhos mais próximos, do que fazê-la, de fato, até para os anônimos e distantes munícipes. Olá caras-pálidas! Existe vida fora dos muros da cidade também!