Mais de um ano sob impacto da pandemia e pressão decorrente das imposições necessárias ao combate à COVID-19, seria tempo suficiente para que todos estivessem engajados no mesmo propósito, ou seja, para minimizar as ocasiões de contágio, distanciar-se das pessoas e, para melhor prevenção, usar máscara. Sabe-se que o maior perigo de contágio está no campo da respiração, algo em torno de um metro e meio a dois metros em torno da pessoa. À distância maior que essa, praticamente, não existe perigo, em lugares abertos; requerendo maiores cuidados em recintos fechados, como transporte coletivo e áreas de circulação, em prédios de qualquer natureza. Pessoas idosas podem ser mais vulneráveis, mas isso não quer dizer que jovens e crianças estejam a salvo. Uma pessoa, na rua, pode estar com a saúde perfeita e, no entanto, ser portadora do vírus e não desenvolver a COVID-19. Aí está o grande perigo! Não estão, não ficarão doentes, mas transmitem o vírus! Por isso a necessidade do distanciamento entre pessoas e o uso de máscara. Ninguém sabe quem é quem no mundo invadido pelo novo coronavírus! Jovens ainda são encontrados em grupos, nas ruas e sem máscara! Já podem estar contaminados e acabam por levar a doença para os pais, irmãos e avós, que estão em casa. O reverso disso também tem sido constatado. Pessoas, especialmente, idosos, têm se mantido enclausuradas dentro de casa, atendendo, rigidamente, ao ordenamento “fique em casa”. O “fique em casa”, sobretudo em cidades pequenas, onde não há aglomerações urbanas, é para não sair à toa, “a bater perna na rua”! Ficar em casa, à espera de a pandemia passar, pode cansar e… até matar! Há que programar hora e local, para uma escapada, solitária, ou acompanhada de um familiar de dentro da mesma casa, mantendo-se sempre distante de qualquer outra pessoa. Gente, não há que ter medo! Há que ter cuidado; cuidado para não contaminar e cuidado com manutenção da própria imunidade; alimentar-se bem, equilibradamente, além do repouso necessário. Não cultivar “minhocas” na cabeça é tão importante quanto o resto! O novo coronavírus não está solto no ar, como mosquito (a propósito, por onde anda a dengue?) e não corre atrás de ninguém! Fora do organismo humano, ele tem vida breve, não mais que alguns segundos, depois de expelido pela respiração, fala, tosse, espirro (cuidado com o espirro, pois o vírus pode ir mais longe que dois metros). Em áreas mal ventiladas e com grande circulação de pessoas, ele pode resistir por mais tempo em suspensão no ar. Ao contrário do que se dizia no início da pandemia, pesquisa realizada por alemães, em casa cujos residentes estavam acometidos da COVID-19, o novo coronavírus não foi encontrado em nenhum objeto. Ao invés de ver o noticiário da TV com o obituário diário, todos deveriam procurar melhores informações de como se conduzir durante a pandemia.