Em tempo de COVID-19, até parece que se goza de boa saúde com relação a outros males e problemas, pois desapareceram do noticiário os dramas vinculados a eles. Não mais se ouve falar da dengue e sua turma, nem do aedes aegypti, seu causador, não se morre de câncer, de infarto. Tudo é COVID-19! Desconfia-se até que os serviços de saúde, diante de solicitação de atendimento, estejam a subestimar casos diversos, dando prioridade à COVID-19. Não dá para pensar de outra forma, quando se ouve relato de paciente a precisar de atendimento urgente por parte de profissionais treinados e teve o atendimento negado. A pessoa, já doente há alguns dias, acordou, pela manhã, a gritar de dor e impossibilitada de se levantar, ou mesmo de se mover. Por várias vezes, tentou se mover e se levantar, mas não conseguindo, outras pessoas tentaram ajudá-la, para que fosse levada ao médico, mas sua situação não permitia sentar-se dentro de um carro. Foi, então, pedido socorro ao SAMU. Surpreendentemente, depois de relatado o problema, ouviu-se a resposta de que não era caso para o serviço de ambulância do SAMU; que a pessoa fosse colocada dentro de um carro e levada à UPA. Mesmo depois de informado de que a pessoa não conseguia ficar sentada dentro de um carro, o atendente insistiu na providência do veículo comum. Resultado: a pessoa ficou sem atendimento.