Lamenta-se, mas, há que admitir que a pandemia poderá durar muito tempo, atingir a maioria da população, matar grande parte dessa mesma população e, mesmo assim, enquanto ela perdurar haverá gente do tipo “espírito de porco”, entre nós. Com tudo que sabe a respeito da doença; depois de tantas orientações sobre o comportamento coletivo, não se promovendo aglomerações; depois de tantas angústias por pessoas amigas a sofrer nos hospitais; depois de serem levadas tantas vidas amigas, queridas e imprescindíveis em outras vidas, ainda há aqueles que, não se importando com nada, aglomeram-se, possivelmente, a trocar o novo coronavírus para, em seguida, distribuí-lo na coletividade. Isso é sádico! Não é humano! Nem animais, os chamados irracionais, fazem isso. Circula, na internet, um vídeo, gravado abaixo de uma queda d’água (seria a cascata Dom Bosco?) que mostra grande aglomeração de pessoas, talvez cinquenta ou mais. No próprio vídeo informa-se a presença de 35 carros e 2 vans. Aquelas pessoas não parecem viver no mesmo mundo, talvez estejam num mundo paralelo, ou num outro tempo (viaja-se mesmo no tempo?), pois seu comportamento não bate com a realidade vivida por nós outros. Agora vem o outro lado da história, filmada e até comentada por alguém que, a julgar pela distância, gravou para denunciar. Tudo bem, a coisa tinha e tem que ser denunciada, mas por que isso não foi feito, no momento da ocorrência! A cena deve ter sido gravada mediante celular, instrumento da moda para tudo, menos para comunicar quando necessário; por que o mesmo não foi usado para acionar as autoridades? O denunciante, ao criticar o fato de não haver fiscalização, não se dá conta de que ele mesmo a fez, só não lhe dando o destino correto em momento, idem! Gravar só para divulgar e malhar… melhor seria se calar para sempre!