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A lenda do príncipe Sidarta e o cisne ferido

Reza a lenda que, há muitos séculos, na Índia, um casal de reis teve um filho, a quem deram o nome Sidarta.

Quando o príncipe completou sete anos, o rei disponibilizou os melhores professores de todos os reinos, para que ele tivesse uma educação esmerada. O príncipe aprendeu todas as habilidades necessárias para um grande rei, além de tornar-se uma boa pessoa.

Sidarta tinha um primo, Levadata, da mesma idade que ele, e os dois cresceram juntos. O rei acompanhava cada passo do filho, sonhando com o grande rei que ele seria, um dia.

Quando terminavam suas lições, os primos brincavam juntos, e Sidarta gostava de ficar nos jardins do palácio, observando os vários tipos de animais que lá havia.

Sidarta gostava de brincar perto do lago e dois cisnes brancos vinham sempre aninhar-se a ele, e o príncipe gostava de observar o ninho deles, entre os juncos.

Uma tarde, quando estava à beira do lago, ouviu um som e olhou para cima.

– Mais cisnes – pensou. Tomara que venham também nadar no nosso lago.

Neste momento, um dos cisnes caiu do céu, e Sidarta saiu correndo em direção ao local em que ele havia caído. Havia uma flecha em sua asa e o pássaro demonstrava muita dor. Aproximando-se, Sidarta acariciou o cisne, pediu que não tivesse medo e, com muito cuidado, retirou a flecha. Depois tirou a camisa e enrolou o cisne cuidadosamente.

Neste momento, Levadata chegou correndo e gritou:

– Este é o meu cisne. Eu acertei a flecha nele, ele é meu, me dê agora.

– Ele não é seu – respondeu o primo. É um cisne selvagem, não pertence a ninguém.

Os dois começaram a discutir e chamaram a atenção do rei, que veio saber o que estava acontecendo. Diante do impasse, nem o rei soube o que fazer. Levadata havia caçado o cisne, mas Sidarta o havia salvo. A quem ele pertencia?

Levaram o caso para o sábio do reino, que disse:

– A resposta é simples. Se o cisne pudesse falar, ele nos diria que queria voar e nadar como os outros cisnes. Ninguém quer sentir dor ou morte. O cisne não iria com quem queria matá-lo, ele iria com quem queria ajudá-lo.

Levadata abaixou a cabeça, envergonhado. Nunca havia pensado que os animais também tivessem sentimentos. Ele se arrependeu de ter machucado o cisne e se propôs a ajudar Sidarta a cuidar dele.

Quando a ave estava curada, os dois a levaram até o rio e a viram nadar, grasnando, feliz, em direção à liberdade.

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