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O Berro do Bode Zé
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Mediocridade e zoeira na inauguração

Parece que a sensatez e a razoabilidade foram mesmo pro brejo, deixando um vazio, que está sendo ocupado pela mediocridade que, não só assusta, como afasta as pessoas do desejado, do procurado, do necessário. Essa desagregação está a se produzir entre os que têm a audição normal, ouvem os sons normais e regulares, depois que a música, ainda que não da melhor qualidade, deixou espaço para o barulho, alto e grosseiro. Quem de bons ouvidos saiu de casa, em determinado horário, para conhecer o novo estabelecimento comercial, que se inaugurava, sentiu-se expulso do evento antes de chegar ao local. Se pensava visitar, talvez adquirir algo, ou pesquisar para comprar depois, desistiu, passou ao largo, a tapar os ouvidos. Lamentável o ponto e o nível a que descemos! Se os responsáveis pelo evento queriam música, no evento, que a proporcionassem em qualidade e volume razoáveis. Não precisava ser música do Beethoven, Chopin, Mozart, Tchaikovsky ou do brasileiro Carlos Gomes, mas o barulho (pancadão) que os “jecas do asfalto” vomitam, dia e noite, nas ruas, foi agredir a boa vontade e ofender a inteligência do consumidor cachoeirense!

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