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O Berro do Bode Zé
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Política do meio-ambiente às avessas

Assim como acontece em todas as ocasiões, muita gente elogiou, bateu palmas à “limpeza”, que se fez nas margens do antigo Rio Maracujá, hoje, não mais que um filete d’água fedorenta, esgoto a céu aberto, à espera da boa vontade política que o resgate, se não quanto ao volume, pelo menos quanto à dignidade de uma artéria natural do planeta. Pois bem, quem elogiou deveria ver agora o que aconteceu com o produto da roçagem. Deveria percorrer trecho à jusante das roçadas, para ver o acúmulo do material descartado no leito do rio, especialmente debaixo da Ponte do Palácio. Tal material poderia der descido além daquele ponto e causado alguma obstrução e, consequentemente, inundação. Não aconteceu porque o volume de chuvas tem sido baixo, cada vez mais baixo. Fala-se, discute-se, xinga-se, inventam-se histórias sobre agressão ao meio-ambiente, mas o que é ceifar a ramagem ciliar dos cursos d’água?  O que precisa ser feito é limpar o leito de objetos estranhos, ali lançados, retirando, ao mesmo tempo, o lixo das margens. A vegetação não deve ser cortada e muito menos lançada no leito. A vegetação às margens dos cursos d’água é denominada “ciliar”, porque se comporta como os cílios, que protegem os olhos das impurezas do ar.

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