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O Berro do Bode Zé
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Respeito ao semelhante, sim!

Qualquer localidade, ou cidade pequena, pode conter em seu seio pessoas com alguma debilidade, a circular pelas ruas. Tais pessoas se destoam das demais por seu comportamento diferente, o que pode chamar sobre si a atenção curiosa da comunidade em volta. Dessa atenção, infelizmente, provêm brincadeiras, chacotas e provocações, que muitos dirigem à pessoa, rotulada “típica das ruas”, com a intenção de provocar-lhe reação, que pode variar desde sorriso inofensivo até ação com algum grau de agressividade. Aí reside a imaturidade das pessoas provocadoras, que as tornam menores em relação à pessoa alvo. Não por serem diferentes e não se comportarem dentro da “normalidade” que merecem esse tipo de tratamento. Qualquer pessoa merece respeito, incluindo-se os considerados “loucos”, mesmo porque todos estamos sujeitos a cair na mesma vala, em que estão os marcados pela tragédia do transtorno mental. Antes de ser incivilidade é falta de caridade, virtude que deve ser a marca de uma comunidade que se diz e se quer cristã. Imagine-se uma dessas pessoas a se comportar, inadequadamente, causando constrangimentos, podendo isso chegar ao atentado ao pudor ou à agressão mais séria. Quem se responsabiliza perante a lei?

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