Pandemia, pouco movimento na rua e, por consequência, um silêncio anormal; mas, isso é quebrado, logo em seguida, por um mal educado, a dirigir em velocidade além da permitida, naquela via, e som do “subwoofer” acima das estrelas. As poucas pessoas se voltam para a fonte do barulho, algumas a proteger os ouvidos, enquanto o recém-chegado estaciona a poucos passos. Ainda está ligada a “infernália” eletrônica, quando se apresenta um GM que, mediante sinais – é impossível comunicação oral – mostra ao condutor, que ele está a infringir duas normas: estacionamento em lugar proibido – a placa está logo à frente – e aparelho de som ligado em via pública. O condutor, ainda imberbe e de boné virado para trás, abaixa o volume e retruca; – Tá bem, o estacionamento proibido eu reconheço e me mudo daqui, mas o som eu não desligo, não, porque não há nada que proíba – Aí é que o senhor se engana, pois aqui está a Resolução nº 204/2006 do CONTRAN, que proíbe a propagação do som para fora do veículo; se o senhor insistir na desobediência, considere-se detido até a chegada da Polícia Militar, que decidirá. – Foi aí que o infrator baixou o topete. Calma gente! Isso não se deu no município de Ouro Preto. Aqui, os barulhentos “jecas do asfalto” podem fazer o que querem, pois as autoridades não coíbem a infração. Se já tinham poder antes, com a pandemia ganharam mais! Há muito blábláblá e conversa fiada pra boi dormir, porém nenhuma ação efetiva em relação ao uso inadequado do som automotivo, incômodo que, naquele momento, irrita, impede a concentração no trabalho, atrapalha conversas e, a longo prazo, pode causar problemas no aparelho auditivo e no sistema nervoso. Quem trabalha no ramo da publicidade sonora, mediante veículo adaptado para tal, tem que ter licença, paga impostos, só pode trabalhar dentro do horário estabelecido e tem que manter o som num determinado volume. “Jecas do asfalto”, ao contrário, fazem o que querem, como querem, quando querem, onde querem e ainda insultam a quem reclama. “Otoridades num tão nem aí”! “Tamo” na mão de calango!