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O Berro do Bode Zé
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Criança ou saco de batatas?

Cuidado e zelo, às vezes até exagerados com os filhos, são parte da natureza dos pais, especialmente das mães, mesmo entre os ditos irracionais. No meio rural, quem nunca viu, por exemplo, o grito de alerta da galinha à ninhada, enquanto abre as asas para acolhimento dos pintinhos, quando surge gavião a sobrevoar a área? Entre urbanos é muito comum observar o zelo da gata com os filhotes ao redor. Se algum escapa para mais longe, ela costuma ir buscá-lo de volta. Contam-se muitos casos de gatinhas que se arriscam, até no fogo, para salvar seus filhos. Mas, se há regras, há exceções; e, infelizmente, mais notadas dentro da espécie humana. Curiosamente, palmadas corretivas, educativas, no momento certo e sem exageros, são vistas como maus-tratos, que podem levar pais a responder por isso. Entretanto, procedimentos mais agressivos e passíveis de lesionar a criança passam despercebidos. Durante evento, em meio a muita gente, uma mulher, de pé, tem junto de si uma criança de não mais que dois anos; A menininha quer colo e mantém os bracinhos erguidos para a, presumivelmente, sua mãe, que mantém conversa animada com outra mulher. De repente, sem se abaixar, apenas com leve arquear do corpo, ela pega a menina por um dos braços e, num arranco, a puxa para o alto. A criança chora; não se sabe se de susto ou de dor. Pouco tempo depois, no mesmo espaço e durante o mesmo evento, outra mulher é vista a carregar outra criança, por um dos braços, trajeto de, mais ou menos, dez metros. São mesmo mães aquelas mulheres?

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