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O Berro do Bode Zé
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Agressão ao meio-ambiente

Fim da campanha eleitoral, tudo pronto para o frigir dos ovos e se apurar o resultado tanto esperado. Enquanto isso não acontece, vamos a considerações sobre a peleja pré-eleitoral. Só mesmo quem já ultrapassou os limites entre o novo e o velho, na vida, pode avaliar o quanto de transformação se processou em campanhas eleitorais. Afora a truculência na grande mídia e nos veículos mais novos, as redes sociais, a campanha tradicional e mais conhecida pelos que vivenciaram outras campanhas tornou-se mais civilizada; nada de muros pichados, nada de papelório espalhado pelas ruas, e, os próprios “santinhos”, distribuídos com parcimônia, reduziram de tamanho. Nas próximas temporadas eleitorais, não será surpresa, se chegarem ao nível do selo de correio. Até os candidatos, tristemente expostos às críticas dos que não os vêm, não os têm presentes, e, deles não recebem atenção em outros momentos, desapareceram. Online, fazem a propaganda, sem constrangimentos, sem o indesejável contato físico, sem o ridículo de parecer popular, sem o aperto de mão-bamba. Bom para eles e melhor para o povo em geral. Mas nem tudo mudou para melhor! Na era da zoeira total, a propaganda sonora sobre quatro rodas, ainda que não muita, abusou e o pouco feito deu para tirar votos de quem usou a modalidade. A sujeira se tornou menor, pelo que agradece o meio-ambiente, mas ambientalistas se esquecem de que barulho, especialmente de origem eletrônica, também polui, e, o “subwoofer” acima dos limites, como gostam os “jecas-do-asfalto”, agride o sistema nervoso humano!

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