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O Berro do Bode Zé
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Nosso dinheiro não é capim!

Na composição dos custos da comida, na cozinha dos brasileiros, o grande vilão tem sido o gás, cujo preço, R$69,15, em janeiro de 2019, saltou para mais de R$110,00, no final de 2021. Embora o governo tenha zerado seus impostos, a carga de tributos, especialmente o ICMS, que sobre ele recai, ainda é muito alta. Mas ele tem ficado mais caro, nos últimos meses, de forma silenciosa e sorrateira. É o que tem notado algumas donas-de-casa mais atentas. Segundo essas vigilantes do consumo de GLP (gás liquefeito de petróleo), vulgarmente conhecido como gás de cozinha, o botijão de 13 quilos tem durado menos dias, embora as atividades no fogão não tenham saído da rotina. O que contribui para maior consumo do gás é o uso do forno, mas a durabilidade do botijão tem diminuído sem o uso daquele acessório ou sem alteração significativa, que demande mais uso do fogão no preparo dos alimentos. A suspeita é forte por parte dessas donas-de-casa, mas é preciso que mais outras passem a observar o quanto tem durado o botijão, em condições rotineiras de uso do fogão, para que se interponha uma ação por intermédio do PROCON. Importante observar que, confirmando-se as suspeitas, a culpa não cabe ao seu distribuidor, aquele que entrega o botijão em sua casa. De certa forma, ele também seria vítima da fraude. Vamos observar, com cuidado, por quantos dias o botijão fornece gás ao seu fogão. Afinal nosso dinheiro não é capim!

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