O Liberal
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O Berro do Bode Zé
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Vejam abaixo as duas faces da mesma moeda

Humano angelical
Na manhã do dia 13 (nada de supersticioso), Ouro Preto se abalou com a perda de um dos seus belos sobrados, derrubado que foi por avalanche de terra desprendida do Morro da Forca. Impedido o trânsito na Praça da Estação, toda a cidade foi afetada, incluindo-se o transporte coletivo, parcialmente  paralisado, o que dividiu a cidade em duas partes. A comoção diante da perda foi grande e ainda repercute. Entretanto há que ressaltar que, do imóvel, ainda se pode ter uma “cópia”, no mesmo local, assim como se tem hoje a cópia do Pilão, na Praça Tiradentes, depois de lamentável incêndio. O importante, em ambos os casos é que não houve vítimas humanas e, no presente caso, vítimas não houve graças à atuação da Defesa Civil e de pessoas anônimas que, detectando a iminência do acidente, deram o alerta geral. Se assim não fosse, provavelmente, haveria vítimas, devido ao momento do ocorrido quando, normalmente há grande tráfego de veículos e de pessoas no local. Foi a vigilância profissional e a solidariedade humana, independentes de quaisquer diferenças, que livraram a todos de, a esta hora, estar a verter lágrimas por perdas humanas. A população ouro-pretana homenageia e agradece a Deus e às pessoas de boa vontade, que impediram mal maior!
Humano diabólico
Madrugada do dia 15, moradores da região central de Cachoeira do Campo tiveram o sono roubado, pelo barulho produzido por algumas festas de natureza comercial. Uma hora da manhã, a zoeira imperava, como se toda a comunidade estivesse, descuidadamente, na rua, adiando o repouso para além do nascer do sol. É que espíritos-de-porco classificam como animada a festa é bem barulhenta. O som produzido, deve ser alto e ouvido num raio de quilômetros. O princípio comercial desses idiotas deve ser: “se você não vem gastar seu dinheiro em meu evento, sossego não terá também e não dormirá nesta noite”. Porque se o som – nem sempre música é – fosse tão somente para agradar, entreter o público presente, ele não deveria extrapolar o ambiente. Presume-se, afinal, que o público não seja constituído por surdos! É o que pensam individualistas, egoístas e outros “istas” do gênero, convictos de que o mundo gira ao seu redor!. Houve quem saísse em busca de socorro policial, depois de acionar o 190 e não conseguir estabelecer contato razoável; a atendente parecia decidida a discutir a natureza do barulho e não a questão do repouso e sossego que, se pode ser desprezado pelos jovens, são absolutamente necessários aos mais velhos (ou idosos, ao gosto de cada um), especialmente os com problemas de saúde. Felizmente, policiais militares já estavam no local, a tomar as devidas providências. Para finalizar, observe-se que no dia anterior, como medida de segurança sanitária em resposta ao recrudescimento da COVID-19, o prefeito municipal havia decretado retorno à “onda vermelha”, o que significa tolerância zero em relação às aglomerações públicas.

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