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O Berro do Bode Zé
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“Sujismundos” continuam a incomodar

Não se entende porque pessoas comportam-se no sentido contrário à das conquistas proporcionadas pelo desenvolvimento humano-social, quando se trata da convivência em comunidade, utilização dos espaços e serviços públicos que, por serem públicos, são de todos, igualmente, sem que uns se julguem com mais direitos que outros. A cada avanço de um lado, retrocede-se de outro! No tempo em que as ruas não eram calçadas e nem havia serviço de limpeza urbana, tudo era mais limpo. Parecia até que lixo não se produzia, pois ele não se mostrava, nem no mato que crescia em cada canto. A localidade era mais pobre, porém se apresentava mais limpa; reflexo do conceito de que o indivíduo pode ser pobre, mas não necessariamente emporcalhado e mal educado. Nesse aspecto, percebe-se que houve retrocesso, em comparação com o conquistado, ao longo do tempo. Embora equipe de limpeza se dedique a ela, lixeiras se coloquem em pontos estratégicos e coleta se faça regularmente, o lixo se faz presente, graças a espíritos-de-porco que insistem na preservação da sujeira. Além da depredação e má utilização das lixeiras – colocação de entulho, por exemplo – lançam lixo fora delas, em pontos próximos, à semelhança de desafio, dirigido não se sabe a quem. O mais recente comportamento anormal desses indivíduos anormais é “esconder” o lixo em local destinado a outro fim, como pequenas reentrâncias em muro, destinadas a medidores do consumo de energia elétrica. Além da sujeira, em si, que tanto incomoda e prejudica a tantos, tal fato atrapalha o trabalho do leiturista.

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