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Ouro Preto: Manifestação de apoio à família de Íris Magno

Ouro Preto: Manifestação de apoio à família de Íris Magno

Imagem: Marcos Delamore

Por: Marcos Delamore

No dia 22 de março, a Praça Tiradentes, no Centro Histórico de Ouro Preto, foi palco da mobilização de familiares, amigos, populares do município e de representantes da Câmara Municipal, que cobram respostas das autoridades e intensificam o pedido por Justiça.

As autoridades de segurança pública do Estado e os familiares procuram pela dona de casa Íris Magno, de 59 anos, que está desaparecida há 35 dias na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Segundo informações da família, a mulher foi vista pela última vez no dia 18 de fevereiro.

Os irmãos de Íris, Silvestre Tomás da Silva e Tobias da Silva, e demais familiares e amigos promoveram um ato para ressaltar o pedido de informações sobre o andamento das investigações e para pressionar o poder público municipal para ampliar as buscas pela ouropretana.

Silvestre da Silva reforçou o caráter de solidariedade do ato e a angústia da família. “Esse manifesto é para buscar justiça. Onde está a Justiça de Ouro Preto, que não manifesta nada e não fala nada para a família? Está todo mundo angustiado. Isso é um absurdo, não só com a minha família, mas com toda a população de Ouro Preto”, disse.

Tobias da Silva falou sobre a dor de estar há mais de um mês sem informações de sua irmã Íris. “Ouro Preto está muito sentido por isso. Não vamos deixar mais uma pessoa sumir na cidade. Queremos que as autoridades descubram onde está Íris. Justiça!”, declarou.

A partir da preocupação com a segurança pública e com novos casos de desaparecimento no município, a vereadora Lílian França (PP) criou o Projeto de Lei 779/2025, intitulado “Lei Íris Magno”, que estabelece o uso de meios físicos e digitais para a propagação de informações de pessoas desaparecidas. As forças de segurança municipal também receberão investimentos para assegurar mais apoio nas investigações.

A vereadora Lílian França comentou sobre a Lei: “Para nós, a prioridade é a vida! Com essa lei, a gente está acionando, de imediato, os órgãos de assistência social do município. Aciona as equipes dessa estrutura múltipla de profissionais para ajudar nesse contexto”, afirmou.

Ela ainda declarou que a proposta do projeto de lei carece de uma rapidez e eficácia para ser aprovada, para evitar novos casos de desaparecimento. “A lei nasceu de um sofrimento da família e da comunidade ouropretana. A lei emana do povo. Esse nome foi sugerido porque a gente não trata esse caso de forma isolada. Sabemos que existem muitas mulheres na mesma situação de Íris. É um sofrimento por ser mulher, e por se tratar de ser negra e periférica, é ainda pior”, enfatizou.

Posteriormente ao ato na praça central da cidade, o projeto de lei foi apresentado oficialmente aos apoiadores na Câmara Municipal de Ouro Preto. A vereadora destacou a necessidade da participação dos habitantes na elaboração do projeto. “Apresentamos o texto inicial para que todos possam contribuir. Esperamos que o projeto seja aprovado e sancionado pelo prefeito”, afirmou.

A ausência de informações concretas e a dor dos familiares e amigos gerou revolta e solidariedade da população de Ouro Preto. Os manifestantes defendem a aprovação da lei e o aprimoramento das buscas em casos semelhantes ao de Íris. Eles esperam que, por meio de ações assertivas e de segurança pública, medidas de prevenção sejam adotadas para trazer mais segurança para o município.   

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