Imagem: Marcos Delamore/ Marcos Delamore
A greve dos trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Ouro Preto (ASSUFOP), pode causar impactos acadêmicos na instituição e até mesmo a possibilidade de cancelamento do calendário do semestre letivo.
No dia 24 de março, o Comando Local de Greve debateu as atividades inadiáveis propostas pela Reitoria e, principalmente, a inclusão da suspensão do calendário acadêmico na pauta da próxima reunião do Conselho Universitário (CUNI). A proposta foi formalizada no dia 26 de março e será discutida nesta quarta-feira (1º/04).
A greve foi anunciada em 2 de março após assembleia da ASSUFOP, em Ouro Preto, e integra o movimento nacional coordenado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FAsubra Sindical).
De acordo com a direção do sindicato, a mobilização ocorre diante do descumprimento do acordo de greve firmado anteriormente com o Governo Federal e da falta de avanços concretos nas pautas da categoria.
“No centro das reivindicações estão o cumprimento integral do acordo de greve incluindo itens fundamentais como pontos do Reconhecimento, Saberes e Competências (RSC) ausentes no projeto de lei do governo, a implementação da carga horária de 30 horas e o reposicionamento dos aposentados, entre outros”, informou a ASSUFOP, em nota.
Na última reunião com o CUNI, as seguintes atividades foram mantidas:
● Ações ligadas ao pleno funcionamento dos conselhos universitários;
● Gestão necessária para a fiscalização e o processamento de contratos específicos com empresas terceirizadas (visando evitar rescisões por descumprimento de prazos);
● Procedimentos essenciais para a continuidade dos concursos de professores efetivos e substitutos;
● Atividades necessárias para a elaboração do relatório de gestão destinado ao Tribunal de Contas da União (TCU);
● Serviços vinculados a exames médicos realizados pela UFOP;
● Manutenção de pesquisas que corram risco de perda total sem a devida supervisão e cuidado contínuo.
As chefias de cada departamento foram encarregadas de comunicar aos servidores quais atividades devem ser mantidas. As informações serão repassadas pelos canais institucionais da universidade.
A paralisação gera apreensão entre os estudantes, especialmente aqueles em fase de conclusão de curso e novos ingressantes na UFOP.
Caso a proposta seja aprovada, o calendário acadêmico será interrompido enquanto durar a paralisação. Os cinco campi da universidade podem registrar impactos nas atividades. Novas informações sobre as negociações e os rumos do movimento paredista serão divulgadas em breve.