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Abertura de nova unidade da Cooperouro gera polêmica no Ministério Público, cooperados se sentem constrangidos

Abertura de nova unidade da Cooperouro gera polêmica no Ministério Público, cooperados se sentem constrangidos

Após ser inaugurada na quinta-feira (24) a nova unidade da Cooperouro, situada no bairro Cabeças, foi embargada pela juíza da 2ª Vara Cível de Ouro Preto a pedido do Ministério Público de Minas Gerais. Segundo o MP, a medida foi consequência de um descumprimento de uma ordem judicial anterior, que impedia a inauguração e abertura da loja devido a inadequações no projeto de construção.

A obra de grande porte foi criticada por estar localizada em uma posição de grande relevância e impacto ao Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto. O MP informou que as irregularidades foram verificadas pelo Departamento de Aprovação de Projetos da Prefeitura de Ouro Preto, e que mesmo o novo projeto apresentado acabou sendo reprovado pelo Iphan.

O MP considerou a inauguração da loja como um desprezo à ordem judicial apresentada, o que resultou no referido embargo. A cooperativa teve permissão de acesso à unidade somente para realização das intervenções necessárias para a obtenção das autorizações e licenciamentos necessários para regularizar o funcionamento do supermercado.

A cooperativa está constrangida com o acontecimento, por não concordar com as atitudes do Ministério Público. Representantes explicaram que todo o projeto para construção da loja levou dois anos de discussão envolvendo órgãos competentes do município e do Iphan. Além disso, a construção foi acompanhada de perto pela Prefeitura, através da Secretaria de Patrimônio, com pequenas alterações julgadas necessárias durante o processo.

“Porém, apenas ao final da obra, o Iphan e a Secretaria pediram outras mudanças. O Iphan não concordou com as alterações da fachada posterior do prédio, que teve seu revestimento em pedras naturais substituído por textura pintada e pediu que o projeto anterior fosse mantido. A Cooperouro acatou o pedido e, desde a notificação formal, está providenciando a obra de fixação das pedras”, explicou a Assessoria de Imprensa da cooperativa.

Uma nova visita ao prédio foi realizada na quinta-feira (31) para buscar uma solução amigável para o impasse. A Cooperouro não acredita na questão imposta a respeito de danos ao patrimônio, já que na área do prédio poderia ser estruturado um imóvel de até 12 metros de altura. Para a cooperativa, as inconformidades existentes limitam-se apenas a questões de fachada, pois a parede do prédio visível a partir do Centro Histórico deveria ser revestida com pedras naturais. Quanto a outros pontos, a loja já recebeu inspeção sanitária e possui projeto contra incêndio, que só não passou por vistoria por que foi impedida no momento em que o supermercado foi lacrado.

A Cooperouro lamenta a proibição do funcionamento da loja por acarretar prejuízos para a cooperativa e seu grupo de funcionários. “A loja encontrava-se totalmente abastecida e os funcionários da unidade já estavam treinados e admitidos. Com o seu fechamento, já houve perdas de produtos, como hortifrutis e funcionários ficam com a incerteza se continuarão ou não empregados”, lamentou a Assessoria. Caso a loja não inicie as operações imediatamente, cerca de 120 pessoas poderão ser demitidas e R$10 milhões investidos na loja podem estarão arriscados.

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