Tecnologia é bom, mas nem sempre, a depender de quem a aplica a usa, pois pode fritar os neurônios já combalidos de alguns. Vejamos o caso da comunicação, não a de massa, porque essa, em alguns aspectos, também foi pro brejo. Trata-se aqui da comunicação entre pessoas e, sobretudo, entre empresas prestadoras de serviços e sua clientela. Muito já se falou aqui do celular, que deveria ter eliminado a falta de comunicação interpessoal, nos momentos mais necessários (cancelamento de compromisso, prévia comunicação de atraso etc.). Entretanto, o celular está aí, é usado para tudo, qualquer momento e lugar, exceto naquelas situações citadas. Na internet há o e-mail, por onde se enviam e se recebem documentos diversos, eliminando o custo com correio e o gasto com papel, evitando ainda, para o consumidor a inadimplência por falta do documento da dívida. É aqui que entra o paradoxo dos paradoxos, o suprassumo da incoerência. Provedor de internet deixa de emitir fatura impressa, não informa ao cliente e o bloqueia por atraso pagamento. Parece que, para esse provedor, o e-mail não vale nada! Por dois meses consecutivos usou desse expediente, próprio do tempo em que nem telefone havia! Que fazer, quando se tem a internet como ferramenta de trabalho? Quem, nesta região, está conectado à internet, desde sua chegada, sabe como era difícil: acesso discado interurbano via Belo Horizonte, conexão em horários especiais (à noite) ou nos fins de semana, pois o custo era altíssimo no horário comercial. Era a internet, na fase da curiosidade, do entretenimento e de alguma informação, nada mais; não havia nenhuma dificuldade no relacionamento com o provedor, que cobrava e recebia sem qualquer problema. Na atualidade, com todas as facilidades implementadas, o cliente é torturado com esse procedimento canhestro. Pois é… tecnologia tem torrado alguns neurônios! Como tem!