Está a se tornar incômodo transitar nas estações rodoviárias e adjacências, neste município. Não há ocasião em que não seja abordado por, pelo menos, dois pedintes, às vezes por mais de uma vez. São quase sempre as mesmas pessoas, jovens e em perfeitas condições físicas, não se notando que sejam, realmente, necessitadas da caridade pública. Até o modo de pedir denota a falsidade da condição. No passado, quando o socorro aos pobres partia, unicamente, de pessoas e da Sociedade São Vicente de Paulo, um mendigo pedia “uma esmola pelo amor de Deus” e, atendido, agradecia também em nome de Deus. Eram respeitosos e aceitavam qualquer oferta. Na era das bolsas disso e daquilo, pedir dinheiro parece ter virado ofício ou profissão para muitos, que não se vexam de ordenar “me dá um troco”, “me dá 1 real”, “me dá 5 real”. Se recebem em moedas, alguns desaforados as lançam fora, dizendo que não servem para nada. Até onde vai a petulância desses caras-de-pau? Até o limite de nossa paciência! Mas, para eles parece não haver limite, pois, numa dessas últimas madrugadas, caminhantes e trabalhadores(as) a caminho do trabalho eram abordados(as) por um desses desocupados, que pedia dinheiro para voltar a Ouro Preto de ônibus. Pergunta-se: como veio, por que e para que veio? Se não tinha como voltar não deveria ter vindo! Ao invés de andar a pedir, que pegasse a rodovia e tomasse seu rumo! Ora, era só o que faltava!