A caça continua proibida pelo IBAMA e caçadores quase não mais há, em decorrência da quebra de cultura no setor, provocada pelas políticas ecológica e de meio ambiente. Contudo, classe especial de caçadores programou caçada a um lobo que, há algum tempo, vinha rondando e a prometer tornar-se grande predador. De acordo com o grupo de caçadores, havia que cortar o mal pela raiz, antes que ele fizesse maiores estragos. Não era um lobão, grandalhão, ou o lobo mau, do tipo que comeu a vovó da Chapeuzinho Vermelho com seus dentes afiados. Estava mais para filhote, quase ainda a mamar, mas os caçadores não levaram isso em consideração: – antes prevenir que remediar – pensaram. Partiram em grande número em direção à toca onde, se supunha encontrar o objeto daquela empreitada. Mesmo não intencionados a matar, porém capturar o bicho, o grupo estava armado até os dentes, mais parecendo que iam ao encontro de numerosa e feroz alcateia ou, talvez, à guerra. A fazer grande barulho com seus instrumentos de caça, subestimando a astúcia do bicho, os caçadores chegaram à toca, mas o lobo ali não mais estava. Esperto como é, deu no pé; lobo é lobo, mas não bobo! Solitário como era, teria sido apanhado por caçador, também solitário! Fugiu à aproximação ruidosa dos que o caçavam. Para não perder, totalmente, a empreitada e voltar de mãos vazias, o que não convém a bom caçador, o grupo resolveu capturar pequeno grupo de ovelhas encontradas no local. Moral da história: não encontrando o lobo caçado, qualquer outro bicho serve como troféu!