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O Berro do Bode Zé
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Há fraternidade na campanha?

A luta política, que se desenvolvia de forma sorrateira em nível mundial, ganhou força com a pandemia (talvez uma ferramenta criada) e era visível no âmbito das lideranças políticas e setoriais, mas o povo não a percebia senão pelos efeitos, como por exemplo, as dúvidas e a desinformação, criadas pelo embate político-ideológico com relação ao novo coronavírus e a COVID-19. Mas, o embate e o embuste chegaram à base das comunidades (grupos de pessoas) pelo mais caro fator de foro íntimo, ou seja, a religião e, para ser mais preciso, o catolicismo brasileiro. A Campanha da Fraternidade, criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e realizada, pela primeira vez, em 1964, manteve-se como exclusividade do catolicismo brasileiro até 1999. No ano 2000, e de lá para cá, ganhou cunho ecumênico a cada cinco anos, ou seja, passou a abranger fiéis de outras denominações cristãs. A deste ano, 2021, é ecumênica e está sob a orientação e coordenação de outras igrejas, mas o que está a incomodar e indignar católicos são os rumos definidos, em claro confronto com os princípios básicos do catolicismo. No documento veem-se poucas ou nenhuma palavra-chave que o identifique com o catolicismo, mas saltam aos olhos as que o ligam ao viés político-ideológico e ao movimento globalista/nova ordem mundial. É assim que os pretendentes ao domínio do mundo tentam alcançar os mais humildes, invertendo valores morais e solapando a fé de cada um. Ainda há fraternidade na campanha?

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