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O Berro do Bode Zé
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Excremento da guerra

Quando se pensa já ter visto e ouvido tudo, em termos de cafajestagem, canalhice, ação predatória, comportamento antiético e sabe-se lá mais o quê entre qualificativos destinados a desqualificados, surpreende-nos, nas redes sociais, a fala de indivíduo com um amigo, talvez comparsa. Ele está, nem mais nem menos, na Ucrânia, fronteira com a Eslováquia, que ele acabou de cruzar e comenta a respeito de uma fila de refugiadas ucranianas, que fogem da guerra. Ele se diz em missão de auxílio ao povo ucraniano, está a colher coações destinadas aos atingidos pela tragédia, mas o que ele insinua sobre suas intenções em relação às garotas da fila é nojento; nojento já seria, em condições normais, num ambiente de festa, por exemplo, pois ele as vê como objeto, exclusivamente, sexual. Pior, ele confunde pobreza com mau-caratismo, vilania e prostituição, pois considera “fáceis” aquelas infelizes refugiadas, “porque são pobres”. É o cúmulo da canalhice! É o maior insulto dirigido à mulher, ironicamente, nas proximidades do “Dia Internacional da Mulher”, sem esquecer que ele ofende, também, todas as pessoas pobres ou que não sejam do seu nível socioeconômico. Numa situação de guerra, com todas as atrocidades, tristeza, ansiedade, medo, pânico, stress, fome, humilhação, o que ele pensa e diz chega às raias da degeneração, lúcida e consentida. Ao ouvi-lo, um homem de verdade se sente mais que constrangido; sente-se ofendido e indignado, porque não é isso que se aprende em família e, posteriormente, na sociedade humana. O respeito ao semelhante, em toda e qualquer situação, é o primeiro requisito para ser gente! Até aqui, quem não o conhecia pensava tratar-se de um pervertido endinheirado em busca de aventuras, mas o golpe letal no conceito desenhado sobre o cafajeste ainda estava por vir. Pervertido, canalha, predador sexual e desumano, o tal indivíduo é deputado com assento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. É o fim da picada! A que nível chegou um dito representante do povo! Vergonha, não só paulista, mas, também, nacional! Esse indivíduo deveria ser impedido de exercer qualquer cargo público, em território nacional, uma vez que o banimento do país não tem amparo legal. Se não renunciar, pois renúncia é o que dele se espera se tiver “desconfiômero”, que seja enxotado, a toque de caixa, da Assembleia paulista! Esse indivíduo, infelizmente deputado, é um excremento da guerra! Cassação, no caso dele, é pouco! Fora, fora, fora, canalha!

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