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O Berro do Bode Zé
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Cemig que bate em Chico não bate em Francisco

Há muito que, neste espaço, não se fala na CEMIG, a grande fonte de trapalhadas a inquietar, perturbar e prejudicar consumidores, mas, eis que novos fatos se acrescem a um caso, aqui relatado há algum tempo. Locador de imóvel, a partir do segundo mês sem receber o aluguel e tardiamente avisado de que o grupo familiar já tinha histórico em “dar o nó”, nessa obrigação mensal, constatou que também as faturas da CEMIG se acumulavam. Imaginou-se que era só esperar a empresa cortar o fornecimento e impedir que se transferisse a titularidade, enquanto os aluguéis não fossem pagos. Esqueceu-se ele que vive em país, onde até galinha cisca pra frente e está tudo bem. Às vezes, dá quizumba quando o cidadão anda na linha. Pois bem, as faturas continuaram a se acumular, denotando que não faltava energia naquela casa, embora empresa seja rígida com os que levam compromissos a sério. O locador procurou a empresa, em busca de esclarecimentos e solução do impasse, porém não foi atendido devido às restrições impostas em decorrência da pandemia. Encaminhou correspondência, via Correios; não obteve resposta. Repetiu o procedimento, online, junto à ouvidoria da empresa; nenhuma resposta. A empresa se fez de cega, surda e muda aos reclamos do consumidor. Fingiu que não era com ela. Abrandadas as restrições pandêmicas, o locador voltou à Cemig, conseguiu atendimento e foi surpreendido com a informação de que o fornecimento teria sido cortado, no momento previsto segundo as regras da empresa. Mas, como? O fornecimento continua ininterrupto há vinte e quatro meses e as faturas aparecem no painel do consumidor. O leiturista não é informado sobre os pontos desligados e orientado a informar sobre eventuais irregularidades constatadas nos mesmos? Não se entende como um ponto o figure como desligado e, ao mesmo, em outro painel, o ponto continua ligado e a gerar faturas, que não são pagas. Não se entende como a CEMIG, que se vangloria como detentora e aplicadora de altas tecnologias, acabe sendo lesada por não conferir e não fiscalizar o cumprimento de suas ordens de serviço. Será que é só isso, ou existe algo mais podre?

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